Páscoa começa no campo: produção agrícola influencia chocolate, carne e tradição
Produção agrícola está presente em diferentes etapas da cadeia alimentar e reforça a ligação entre campo e cidade Foto:
Chocolate, peixe e uma mesa preparada para reunir a família são símbolos tradicionais da Páscoa e fazem parte da rotina de milhões de brasileiros. Por trás desses elementos, no entanto, existe uma conexão que nem sempre é percebida pelo consumidor: a presença da soja e do milho em diferentes etapas da cadeia produtiva.
As duas culturas, entre as principais do país, participam tanto da composição de alimentos quanto da nutrição animal, evidenciando como o agronegócio está inserido de forma direta e indireta em uma das datas mais simbólicas do calendário.
Com o objetivo de aproximar o campo da cidade, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) tem reforçado a importância de ampliar o entendimento da população sobre essa relação.
Segundo o diretor financeiro da entidade, Nathan Belusso, ainda há uma percepção equivocada sobre o papel desses grãos no cotidiano.
“Muitas pessoas não sabem que, ao consumir carne, por exemplo, já estão ingerindo soja e milho de forma indireta. Além disso, existem centenas de aplicações desses grãos por meio da industrialização”, explica.
Ele destaca ainda a importância de observar os rótulos dos produtos para identificar a presença de derivados, contribuindo para desmistificar a distância entre o campo e a sociedade.
No caso do chocolate, um dos principais símbolos da Páscoa, a soja aparece na forma de lecitina, utilizada como emulsificante pela indústria alimentícia. O componente é responsável por garantir textura uniforme e brilho ao produto.
Para o vice-presidente norte da Aprosoja MT, Diogo Balistieri, o ingrediente tem papel essencial na experiência de consumo.
“É um óleo extraído da soja que une água e gordura, proporcionando a textura cremosa que conhecemos no chocolate”, afirma.
Além da indústria alimentícia, a produção agrícola também impacta diretamente a cadeia de abastecimento, sendo responsável por fornecer matéria-prima e alimentos essenciais.
O produtor rural e delegado coordenador do Núcleo de São José do Rio Claro, Cleverson Bertamoni, destaca o orgulho em contribuir com esse processo.
“É gratificante saber que aquilo que plantamos no campo chega à mesa de famílias em todo o Brasil, levando alimento e qualidade de vida”, relata.
A Páscoa, nesse contexto, reforça a conexão entre o campo e a cidade, mostrando que tradições presentes no cotidiano têm origem direta no trabalho realizado nas lavouras.
Foto – Gerada por IA






