Pivetta levará à COP 31 proposta de empresa pública para negociar créditos de carbono
Governador Otaviano Pivetta confirma participação na conferência na Turquia e destaca modelo de ativos ambientais baseado nos três biomas do estado Foto: Reprodução
O governo de Mato Grosso vai apresentar na COP 31, na Turquia entre 09 e 20 de novembro, a estrutura de sua nova empresa pública de ativos ambientais, criada para captação e negociação de créditos de carbono no mercado internacional. A confirmação da agenda foi feita pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que representará o estado no fórum global sobre mudanças climáticas.
A proposta central de Mato Grosso busca rentabilizar os estoques de carbono e a preservação de suas florestas. De acordo com Pivetta, o projeto da estatal — cujo texto já foi encaminhado para deliberação na Assembleia Legislativa — visa organizar o inventário de ativos do estado e depositar o estoque de créditos para futura negociação com governos e fundos internacionais.
“Nós já temos um balanço que faz o inventário do que temos para vender para o mercado, se é que esse mercado vai existir e vai pagar. Tudo leva a crer que sim, que o mundo em algum momento vai começar a remunerar os estados e países que emitem menos e sequestram mais”, explicou o governador.
Durante a participação na conferência, a comitiva mato-grossense, liderada pelo governador Otaviano Pivetta, pretende demonstrar os resultados das ações de vigilância ambiental e o modelo produtivo do estado. Pivetta destacou a singularidade territorial de Mato Grosso, único estado brasileiro a abrigar três biomas — Amazônia, Cerrado e Pantanal —, conciliando a liderança na produção de alimentos com a proteção ambiental.
“Vamos lá para mostrar o que estamos fazendo aqui: o nosso sistema de vigilância da Amazônia na Secretaria de Meio Ambiente, o trabalho de fiscalização, vigilância e proteção da nossa natureza, e também a produção de alimentos”, afirmou.
Questionado sobre a ausência de ingressos financeiros diretos oriundos de reuniões anteriores da COP 31, o governador reconheceu o cenário de cobranças sem retorno prático imediato, mas enfatizou a necessidade de manter a presença institucional do estado. “Até agora não [recebemos recursos]. Teve muita conversa. Talvez essa da Turquia seja mais uma, mas existem fundos e o interesse declarado de países desenvolvidos, especialmente da Europa, em remunerar a preservação na Amazônia. Nós vamos fazer a nossa parte e estar preparados”, pontuou Pivetta.
A receita gerada pela comercialização dos ativos ambientais, caso o mercado internacional valide as operações, será destinada a investimentos públicos no estado.
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