• 26 de maio de 2026
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POLÍTICA

Mauro Mendes reage a Wellington Fagundes e acusa senador de “cara de pau” e discurso eleitoreiro sobre rodovias em Mato Grosso

Ex-governador afirma que senador tenta distorcer debate sobre infraestrutura para desgastar obras que tiraram regiões inteiras do isolamento em Mato Grosso
Foto: Reprodução

A disputa eleitoral de 2026 em Mato Grosso começou a ganhar contornos mais agressivos nos bastidores e também nas redes sociais. Em vídeo divulgado nesta terça-feira (26), o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), pré-candidato ao Senado, deu uma dura resposta ao senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo do Estado, após o parlamentar criticar a estadualização de rodovias federais feita durante a gestão estadual.

Visivelmente irritado, Mauro Mendes chamou Wellington de “político cara de pau” e acusou o senador de faltar com a verdade ao tentar transformar em discurso eleitoral uma pauta que, segundo ele, tirou milhares de mato-grossenses do isolamento e do abandono histórico em regiões do interior do estado.

O embate gira em torno da BR-174, antiga MT-170, rodovia que liga cidades como Juína, Castanheira, Juruena, Aripuanã e Colniza. Wellington havia afirmado que a estadualização da estrada foi um erro do Governo do Estado, principalmente diante de problemas registrados em trechos da obra. Mauro reagiu afirmando que a rodovia passou 14 anos sob responsabilidade federal sem solução definitiva e acusou o senador de omitir o histórico de abandono da região.

“Durante 14 anos o que aconteceu na prática com esta BR-174 foi um total abandono”, afirmou Mauro Mendes, lembrando os antigos atoleiros, longas filas de veículos, ambulâncias presas na lama e moradores que chegavam a passar mais de dez horas para atravessar determinados trechos.

No vídeo, Mauro também atinge diretamente Wellington ao lembrar a influência política do senador dentro do DNIT ao longo de vários mandatos em Brasília. Segundo o ex-governador, Wellington teve força para indicar superintendentes do órgão em Mato Grosso e, mesmo assim, não conseguiu tirar a obra do papel durante anos.

“O senhor mandou no DNIT durante muito tempo. E por que nada mudou?”, disparou Mauro.

O ex-governador ainda insinuou que as críticas do senador teriam motivação eleitoral e interesses ligados ao fim de contratos antigos de manutenção precária das rodovias federais.

“Será que foi um erro porque acabou com a mamata das empreiteiras?”, questionou.

Mauro Mendes também aproveitou o episódio para reforçar um dos principais ativos políticos que pretende levar para a campanha de 2026: a defesa do modelo de gestão baseado em obras estruturantes e execução acelerada de infraestrutura. O ex-governador comparou o desempenho do Governo de Mato Grosso com o do Governo Federal, citando a BR-158, na região do Araguaia.

Segundo Mauro, enquanto o Governo Federal teria executado apenas 12 quilômetros em três anos no trecho da reserva indígena, Mato Grosso teria entregue quase 3 mil quilômetros de asfalto no mesmo período.

A fala escancara o que já vinha sendo percebido nos bastidores políticos: a eleição para o Governo de Mato Grosso tende a ser marcada por um confronto direto entre o discurso administrativo de Mauro Mendes e o discurso político-eleitoral de Wellington Fagundes.

Embora Mauro seja pré-candidato ao Senado, o ex-governador continua sendo o principal fiador político do grupo governista liderado pelo atual governador em exercício Otaviano Pivetta (Republicanos), que também deve disputar o Palácio Paiaguás. Já Wellington busca se consolidar como principal nome da direita bolsonarista no estado.

Nos bastidores, aliados de Mauro avaliam que Wellington cometeu um erro estratégico ao atacar justamente uma das vitrines mais fortes da gestão estadual: as rodovias. A leitura dentro do grupo governista é de que o senador abriu espaço para que Mauro retomasse comparações entre obras estaduais e federais, tema que historicamente favorece o discurso do antigo governo.

O vídeo rapidamente repercutiu entre lideranças políticas e reforçou que o clima da eleição de 2026 em Mato Grosso já entrou em modo de enfrentamento aberto, antecipando um embate que promete ser um dos mais duros da política estadual nos próximos meses.

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