Operação mira organização criminosa e prende suspeito em Primavera do Leste
Operação da Polícia Civil de Minas Gerais desarticula esquema de cultivo e distribuição de maconha em larga escala; investigação já retirou cerca de cinco toneladas da droga de circulação Foto: Reprodução
Um suspeito de integrar uma organização criminosa especializada no cultivo, beneficiamento e distribuição de maconha em larga escala foi preso em Primavera do Leste durante a Operação Primeira Poda, deflagrada na manhã da última quinta-feira (9) pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). A ofensiva mobilizou mais de 80 policiais civis e cumpriu ordens judiciais simultaneamente em Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso.
A prisão realizada em Primavera do Leste faz parte de uma investigação que já resultou na apreensão de aproximadamente cinco toneladas de maconha e na prisão de diversos integrantes da organização em fases anteriores da operação.
Nesta etapa, a Justiça expediu sete mandados de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão. Também foram determinadas medidas para descapitalizar o grupo criminoso, incluindo o bloqueio de contas bancárias, sequestro e restrição de bens, além da apreensão de um veículo de alto valor que, segundo a investigação, teria sido adquirido com dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
Os mandados foram cumpridos nas cidades de Contagem, Vespasiano e Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, além de Teixeira de Freitas e Itamaraju, na Bahia, e Primavera do Leste, em Mato Grosso.

Segundo a Polícia Civil, os principais alvos desta fase eram os integrantes responsáveis pela gestão financeira da organização criminosa e pela administração das áreas de plantio. As investigações apontam que eles movimentavam grandes quantias de dinheiro e coordenavam a estrutura operacional do grupo.
Estrutura semelhante à de uma empresa
As investigações tiveram início no dia 26 de maio, após a localização de uma sofisticada plantação de maconha na zona rural de Virgem da Lapa, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. A partir da descoberta, policiais civis passaram a mapear toda a estrutura da organização.
Durante as diligências, foram identificadas plantações com o mesmo padrão operacional nos municípios mineiros de Unaí, Francisco Sá e Porteirinha, evidenciando que o grupo mantinha uma rede de produção espalhada por diferentes regiões do estado.
De acordo com a Polícia Civil, a organização utilizava propriedades rurais isoladas para dificultar a fiscalização e mantinha uma estrutura considerada de padrão industrial. Os locais contavam com sistemas de irrigação de grande porte, alojamentos para trabalhadores, maquinários automatizados para o beneficiamento da droga, equipamentos de comunicação, fontes alternativas de energia e uma logística própria para abastecer o mercado ilegal.
Objetivo é enfraquecer financeiramente a organização
Com o avanço das investigações, o caso passou a contar com o apoio do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc), da Diretoria de Inteligência Policial, da Delegacia Regional de Pedra Azul e da Delegacia Regional de Unaí, além das Polícias Civis da Bahia e de Mato Grosso.
Segundo a Polícia Civil, o principal objetivo da Operação Primeira Poda é desarticular completamente a organização criminosa, interrompendo a produção de drogas, responsabilizando seus integrantes e enfraquecendo sua capacidade financeira por meio do bloqueio de patrimônio e da apreensão de bens adquiridos com recursos ilícitos.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento da atuação da quadrilha interestadual.





