• 7 de abril de 2026
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POLÍTICA

Carlos Avalone alerta para risco na Transpantaneira e articula reforço no combate a incêndios em Mato Grosso

Deputado detalha cenário hídrico irregular no Pantanal, aponta preocupação com região específica e confirma avanço na estruturação de brigadas com apoio do governo do Estado
Foto: Reprodução

Em entrevista exclusiva à equipe do NMT – Notícias de Mato Grosso, o deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) apresentou um diagnóstico técnico e ao mesmo tempo preocupante sobre a atual situação do Pantanal mato-grossense, revelando que, apesar do aumento das chuvas em diversas regiões, há pontos críticos que exigem atenção imediata das autoridades.

A avaliação do parlamentar, que atua diretamente na Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, aponta um cenário de contraste. Enquanto áreas do bioma registram recuperação hídrica significativa, a região da Transpantaneira acende um alerta claro dentro do planejamento ambiental do Estado. “As chuvas melhoraram bastante, mas a região da Transpantaneira não está acumulando água”, afirmou, ao explicar que levantamentos realizados por produtores e pelo setor de turismo, inclusive com sobrevôos, mostram um comportamento atípico dos cursos d’água.

Segundo Avalone, intervenções humanas podem estar agravando a situação. Ele relatou que a abertura de pesqueiros no rio Cuiabá pode ter interferido no fluxo natural da água, bloqueando entradas de baías e corixos — fundamentais para a distribuição hídrica do Pantanal. Como consequência, rios importantes como o Pixaim apresentam níveis críticos de seca, além de outros riachos da mesma região. “Isso pode causar um problema naquela microrregião da Transpantaneira, e nós estamos muito preocupados”, pontuou.

Apesar da preocupação localizada, o deputado fez questão de destacar que o cenário geral do Pantanal é positivo. Ele citou, por exemplo, a elevação significativa do nível das águas em áreas como Barão de Melgaço, onde houve inclusive transbordamento, indicando recuperação consistente em boa parte do bioma. Ainda assim, reforçou que a situação da Transpantaneira exige ação rápida e direcionada.

Diante desse quadro, Avalone revelou que já iniciou articulações para reforçar a presença do poder público nas áreas mais sensíveis. Ele afirmou que pretende dialogar com lideranças técnicas para garantir a mobilização de equipes tanto em Barão quanto na Transpantaneira, com foco direto na prevenção e no combate aos incêndios florestais, que historicamente castigam a região em períodos de estiagem.

A entrevista também trouxe um ponto importante de avanço institucional. Avalone destacou que participou recentemente de uma reunião com o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e a Comissão de Meio Ambiente para tratar da organização e fortalecimento das brigadas no estado.

Ele relembrou que houve um compromisso firmado ainda na gestão do então vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), hoje governador do Estado, para estruturar essas equipes. Segundo o parlamentar, esse planejamento já está em execução. “Já levantamos tudo junto com o Corpo de Bombeiros e isso já está em andamento”, afirmou.

Um dos principais focos dessa estratégia é a região de Chapada dos Guimarães, que deve receber investimento robusto para fortalecimento das brigadas locais. Atualmente, existem 17 brigadas na região, sendo que cerca de 14 já apresentam bom nível de estrutura e capacitação. A meta agora é ampliar esse suporte e garantir melhores condições operacionais para atuação direta no combate ao fogo.

Avalone destacou que os resultados desse trabalho já começam a aparecer. Segundo ele, a redução dos incêndios nos últimos anos está diretamente ligada à atuação preventiva construída em parceria entre a Comissão de Meio Ambiente e o Governo do Estado. “É um trabalho preventivo, por isso que os incêndios têm diminuído”, enfatizou.

A fala do deputado reforça um movimento político e técnico que busca antecipar problemas antes que eles se agravem, especialmente em um bioma sensível como o Pantanal. Ao mesmo tempo em que aponta falhas pontuais, como a situação da Transpantaneira, ele evidencia uma articulação já em curso, com planejamento, investimento e presença operacional no território.