• 6 de abril de 2026
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POLÍTICA

Juarez defende retirada de Mato Grosso da Amazônia Legal e diz que projeto vai “reflorestar mais do que derrubar”

Deputado federal afirma que proposta em tramitação no Congresso busca reduzir entraves econômicos sem prejuízo ambiental e garante que biomas como Pantanal e Cerrado não serão afetados
Foto: Reprodução

Deputado federal afirma que proposta em tramitação no Congresso busca reduzir entraves econômicos sem prejuízo ambiental e garante que biomas como Pantanal e Cerrado não serão afetados

A proposta que pretende retirar Mato Grosso da área da Amazônia Legal voltou ao centro do debate político após declaração do deputado federal Juarez Costa, que saiu em defesa do Projeto de Lei 337/2022 e rebateu críticas sobre possíveis impactos ambientais. Segundo ele, a iniciativa não abre margem para aumento do desmatamento e, ao contrário, estabelece regras que ampliam a recomposição florestal.

Ao comentar o andamento da proposta, Juarez explicou que o avanço depende diretamente do Congresso Nacional, onde o texto ainda precisa consolidar apoio suficiente. “Nós temos 188 assinaturas, dependendo de 177. Isso é convencimento de um por um, de mostrar que o projeto não é prejudicial, que ele não fere o meio ambiente, que ele não mexe no Pantanal, que ele não mexe no Cerrado”, afirmou.

A estratégia, segundo o parlamentar, tem sido baseada em diálogo direto com os colegas, numa tentativa de desfazer o que ele classifica como interpretações equivocadas sobre o conteúdo da proposta. Ele sustenta que o texto não flexibiliza regras ambientais, mas reorganiza a forma como o estado é enquadrado em termos legais e econômicos.

Um dos principais pontos levantados por Juarez é a exigência de recomposição ambiental. “Quem desmatou 80% vai ter que reflorestar 30%. Nós vamos reflorestar mais do que derrubar”, disse, ao tentar afastar o argumento de que a medida incentivaria novos desmatamentos.

Na avaliação do deputado, o foco central do projeto é econômico. Ele argumenta que a inclusão de Mato Grosso na Amazônia Legal impõe barreiras comerciais que dificultam a competitividade dos produtos do estado, especialmente no mercado externo. “O sentido do projeto é tirar os entraves, porque Mato Grosso pertence à Amazônia Legal e vender os produtos, muitas vezes, tem algum complicador por pertencer à Amazônia Legal. É só isso”, explicou.

Juarez também criticou o que considera superficialidade no debate público sobre o tema. Para ele, a análise precisa ir além das manchetes e considerar o conteúdo técnico da proposta. “Não tem esse negócio de que vai desmatar, que vai derrubar mais, aliás, vai reflorestar muito mais. É um projeto importante que a gente tem trabalhado nele todo o tempo”, afirmou.

A discussão sobre a permanência de Mato Grosso na Amazônia Legal não é nova e sempre surge cercada de forte tensão entre interesses econômicos e ambientais. O estado abriga áreas de três dos principais biomas brasileiros — Amazônia, Cerrado e Pantanal — e ocupa posição estratégica no agronegócio nacional, o que torna qualquer mudança nesse enquadramento alvo de atenção dentro e fora do país.

Nos bastidores de Brasília, o movimento liderado por Juarez indica que a proposta deve seguir avançando na base do convencimento individual, voto a voto, em um cenário onde a pauta ambiental ganhou peso político e internacional. A tendência é que o debate se intensifique à medida que o projeto se aproxima das etapas decisivas no Congresso, colocando Mato Grosso no centro de uma discussão que mistura economia, soberania e preservação ambiental.

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