• 25 de outubro de 2026
#Brasil #Destaque #Judiciário #Política

ELEIÇÕES 2026

Nunes Marques afirma que decisão de Zanin de prorrogar votação não alterou resultado da eleição presidencial

Presidente do TSE destacou a normalidade da apuração e parabenizou Lula pela conquista do quarto mandato; petista derrotou Flávio Bolsonaro com 51,78% dos votos válidos
Foto: TV Senado

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (25) que a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a prorrogação da votação até as 19h em todo o país não alterou o resultado da eleição presidencial. A manifestação ocorreu após a confirmação da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno das eleições de 2026.

A decisão de Zanin foi tomada no fim da tarde, após relatos de problemas no transporte de eleitores em diferentes regiões do país. A determinação provocou questionamentos sobre sua viabilidade, uma vez que a votação já havia sido encerrada em diversas localidades e os procedimentos de totalização dos votos estavam em andamento. Apesar da controvérsia, Nunes Marques ressaltou que a medida não teve influência sobre o resultado da disputa presidencial.

Com 99,98% das urnas apuradas, Lula recebeu 64.241.049 votos, correspondentes a 51,78% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro conquistou 59.818.719 votos, ou 48,22%. A diferença entre os dois candidatos foi de 4.422.330 votos, garantindo ao petista um quarto mandato na Presidência da República.

Durante pronunciamento na sede do TSE, em Brasília, Nunes Marques informou que telefonou aos dois candidatos após a definição do resultado. O ministro parabenizou Lula pela vitória e também reconheceu a votação expressiva de Flávio Bolsonaro, que disputou pela primeira vez a Presidência da República.

Outro ponto destacado pelo presidente da Justiça Eleitoral foi a redução da abstenção entre os dois turnos. No primeiro, realizado em 4 de outubro, 21,08% dos eleitores deixaram de comparecer às urnas. No segundo turno, o índice caiu para aproximadamente 19,22%, indicando uma participação maior do eleitorado na votação decisiva.

A eleição também foi marcada por uma virada no cenário nacional. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro havia terminado na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Nas três semanas seguintes, o presidente conseguiu reverter a desvantagem e conquistar a maioria dos votos, garantindo sua permanência no Palácio do Planalto até 2030.

A manifestação de Nunes Marques sobre a decisão de Zanin ganhou relevância justamente pelo momento em que a determinação foi anunciada. A prorrogação nacional do horário de votação ocorreu quando parte das seções eleitorais já havia encerrado suas atividades, levantando dúvidas sobre a possibilidade prática de cumprimento da ordem judicial de maneira uniforme em todo o território brasileiro.

Com a vitória, Lula, aos 80 anos, tornou-se o primeiro político brasileiro a conquistar quatro mandatos presidenciais pelo voto direto. O novo mandato terá início em 1º de janeiro de 2027, em um cenário de forte divisão política demonstrado pela votação expressiva dos dois candidatos.

Nunes Marques afirma que decisão de Zanin de prorrogar votação não alterou resultado da eleição presidencial

Flávio Bolsonaro não reconhece resultado da eleição

Nunes Marques afirma que decisão de Zanin de prorrogar votação não alterou resultado da eleição presidencial

Entenda a cronologia dos pedidos de prorrogação