Marqueteiro de Blairo Maggi em 2002 reforça equipe de Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de Mato Grosso
João Maria Medeiros passa a integrar núcleo estratégico da pré-campanha de Wellington e amplia movimentação política do senador do PL na corrida ao Palácio Paiaguás Foto: Reprodução
A pré-campanha do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso ganhou um reforço de peso nos bastidores da comunicação política. O jornalista e publicitário João Maria Medeiros, conhecido nacionalmente pelo trabalho em campanhas eleitorais e por ter atuado no marketing da histórica eleição de Blairo Maggi ao Governo do Estado em 2002, passou a integrar oficialmente a equipe estratégica do senador do PL.
A chegada de João Maria não é tratada apenas como uma contratação técnica. Nos bastidores políticos, a movimentação é vista como mais um sinal de que Wellington decidiu antecipar o ritmo da disputa de 2026 e começou a estruturar uma campanha com musculatura nacional, comunicação profissionalizada e forte conexão com o eleitorado conservador e do agronegócio.
João Maria Medeiros acumula experiência em campanhas eleitorais dentro e fora de Mato Grosso. Além de ter participado da eleição de Blairo Maggi ao Paiaguás, campanha considerada um divisor de águas na política mato-grossense pela força econômica e narrativa ligada ao agronegócio, o publicitário também esteve envolvido recentemente em campanhas alinhadas ao bolsonarismo no estado, incluindo a eleição do prefeito de Rondonópolis, Claudio Ferreira, em 2024.
Dentro do grupo de Wellington, João Maria passa a atuar ao lado dos marqueteiros Antonio Bandeira, conhecido como Tonico, e Caco Mesquita, nomes ligados à comunicação política do PL e que participaram da campanha vitoriosa de Abilio Brunini em Cuiabá.
A formação desse núcleo de comunicação ocorre em um momento em que a disputa pelo Governo de Mato Grosso começa a ganhar temperatura nos bastidores. O senador Wellington Fagundes aparece como um dos principais nomes da direita para enfrentar o grupo político ligado ao atual vice-governador Otaviano Pivetta, que deve assumir o comando do Palácio Paiaguás com a eventual saída de Mauro Mendes para a disputa ao Senado.
Nos bastidores, a avaliação é de que Wellington tenta construir uma campanha menos improvisada do que a realizada em 2018, quando acabou derrotado por Mauro Mendes ainda no primeiro turno. Desta vez, aliados do senador afirmam que o projeto político passa por antecipação estratégica, fortalecimento da imagem e consolidação de alianças regionais antes mesmo do início oficial da campanha.
A entrada de João Maria Medeiros também tem peso simbólico. A campanha de Blairo Maggi em 2002 é lembrada até hoje como uma das mais impactantes da história política de Mato Grosso, marcando o avanço definitivo do agronegócio sobre o comando político estadual.
Agora, mais de duas décadas depois, Wellington tenta buscar justamente esse perfil de campanha: forte presença regional, comunicação emocional, aproximação com o setor produtivo e construção de narrativa ligada ao desenvolvimento econômico do estado.
Enquanto isso, a corrida ao Paiaguás segue acelerando nos bastidores. E, em Mato Grosso, onde comunicação política sempre teve peso decisivo nas grandes disputas eleitorais, a chegada de um marqueteiro com histórico de campanhas vitoriosas dificilmente passa despercebida.






