Menina de 8 anos grava vídeos ameaçando colega com arma e caso vai parar na polícia em Primavera do Leste
Mãe da criança ameaçada encontrou as gravações; caso foi comunicado ao Conselho Tutelar e à Polícia Militar Foto: Foto Ilustrativa
Uma menina de 8 anos foi flagrada em vídeos manuseando um revólver e fazendo ameaças contra uma colega da mesma idade, em Primavera do Leste. O caso veio à tona nesta quinta-feira (5), após a mãe da criança ameaçada encontrar as gravações no celular da filha. As duas estudam em uma escola da região do São José.
De acordo com o boletim de ocorrência, a direção da unidade escolar apresentou três vídeos ao Conselho Tutelar. Nas imagens, uma das meninas aparece manipulando um revólver e fazendo ameaças contra a outra criança.
A situação foi descoberta após um desentendimento entre as duas alunas na escola. Ao tomar conhecimento das gravações, a direção acionou o Conselho Tutelar, que procurou a Polícia Militar para registrar a ocorrência.
Durante o atendimento, policiais militares e conselheiras tutelares foram até a residência da menina que gravou os vídeos. Em conversa com a equipe, a mãe afirmou ter ficado surpresa com o conteúdo das imagens e disse desconhecer a situação.
Segundo o relato, os vídeos teriam sido gravados na residência do pai da criança, no fim de semana anterior à ocorrência.
A mãe informou ainda que o ex-companheiro coleciona facas há bastante tempo, mas não soube confirmar se ele possui uma arma de fogo. Ela também relatou desconhecer o endereço atual do homem, já que a separação ocorreu recentemente.
A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar com as naturezas de abandono moral, ameaça e permitir que menor se apodere de arma de fogo.
A suspeita é de que o revólver mostrado nas gravações pertença ao pai da menina que fez as ameaças. No entanto, o boletim não apresenta confirmação sobre a propriedade da arma ou se ela estava municiada.
Diante da situação, a mãe da criança ameaçada manifestou a intenção de transferir a filha de escola.
O Conselho Tutelar acompanha o caso, que deverá ser apurado pelas autoridades competentes para esclarecer como a criança teve acesso ao revólver e identificar eventuais responsabilidades dos adultos envolvidos.






