• 25 de julho de 2026
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VERGONHA NACIONAL

VLT em operação na Bahia reacende críticas sobre abandono do projeto em Mato Grosso, diz Carlos Fávaro

Senador afirma que venda dos trens e atraso nas obras do BRT simbolizam desperdício de recursos públicos e prejuízo à população que depende do transporte coletivo
Foto: Reprodução

A entrada em operação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Salvador (BA), com composições adquiridas de Mato Grosso, voltou a alimentar críticas sobre a condução da política de mobilidade urbana no estado. O senador Carlos Fávaro (PSD) afirmou que a situação representa um desrespeito aos mato-grossenses, que aguardam há mais de uma década por um sistema de transporte de maior qualidade.

Durante visita às obras do BRT na região da Prainha, em Cuiabá, Fávaro criticou a substituição do projeto do VLT pelo novo modal e o atraso na conclusão das intervenções.

“O trabalhador merecia o VLT. O que ele recebeu foi a promessa de um BRT que, no fim das contas, é só ônibus passando numa pista ao lado. E nem essa pista ficou pronta”, declarou.

As críticas ganharam repercussão após vídeos mostrarem os trens, originalmente comprados por Mato Grosso, transportando passageiros na capital baiana. Nas redes sociais, as imagens provocaram comentários sobre o fato de o estado ter investido mais de R$ 1 bilhão no projeto sem colocá-lo em funcionamento, enquanto a Bahia já iniciou a operação do sistema.

Segundo o senador, a venda dos 40 vagões para a Bahia, por R$ 793,7 milhões, evidencia o fracasso da implantação do modal em Mato Grosso.

“O governo não deu conta de fazer o VLT. Venderam os trens para a Bahia. Nossos irmãos baianos estão usando o transporte confortável que o governo daqui não implantou. Isso é a demonstração de que essa gestão nunca respeitou o trabalhador”, afirmou.

Fávaro também destacou os custos relacionados à mudança de projeto. Conforme os dados apresentados pelo parlamentar, o VLT consumiu mais de R$ 1 bilhão em investimentos, enquanto a retirada dos trilhos custou cerca de R$ 89 milhões. O contrato do BRT, firmado em 2022 por R$ 468 milhões, foi rescindido após o pagamento de aproximadamente R$ 206 milhões, sem que as obras fossem concluídas.

De acordo com o senador, comerciantes da Avenida do CPA registraram queda de 36% no faturamento em razão das intervenções. Somando os investimentos realizados, ele afirma que os gastos já ultrapassam R$ 1,5 bilhão, enquanto a população continua sem o novo sistema de transporte.

Ao final, Fávaro responsabilizou as gestões estaduais pela situação e defendeu mudanças na condução da mobilidade urbana em Mato Grosso.

“Dois governos, Mauro Mendes e agora Otaviano Pivetta, oito anos no poder e nenhum quilômetro entregue. Os mato-grossenses estão sem trem e sem ônibus. Sem transporte de qualidade. É muita incompetência. Esse modelo de gestão tem que mudar. Chega dessa turma. A perda do VLT é uma mancha que envergonha Mato Grosso diante de todo o Brasil”, concluiu.

Veja o vídeo:

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