• 26 de maio de 2026
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OPERAÇÃO SILÊNCIO COMPRADO

Polícia Civil cumpre mandados em investigação de esquema de corrupção em hospital de Campo Novo do Parecis

Investigação apura suposta tentativa de interferência em CPI, pagamentos irregulares e possível desvio de recursos públicos ligados à gestão do Hospital Municipal Euclides Horst.
Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (25.5), a Operação Silêncio Comprado, com o objetivo de cumprir 20 ordens judiciais relacionadas a uma investigação sobre um suposto esquema de corrupção envolvendo a gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis.

As medidas judiciais incluem mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de valores, medidas cautelares diversas da prisão e quebras de sigilo telefônico e telemático. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo de Tangará da Serra.

Os mandados foram cumpridos nas cidades de Campo Novo do Parecis, Arenápolis, além dos municípios de Barueri e Cotia, com foco na coleta de provas, identificação da extensão dos fatos investigados e preservação do patrimônio público.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e apuram uma suposta tentativa de interferência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nº 01/2025, instaurada para investigar possíveis irregularidades na gestão do Hospital Municipal Euclides Horst.

A CPI foi criada após a repercussão da morte de uma jovem gestante de Campo Novo do Parecis, que teria apresentado complicações durante um parto cesáreo. Segundo as informações, a paciente foi transferida para Cuiabá, mas não resistiu.

O caso gerou forte repercussão entre familiares e moradores do município, que passaram a questionar a estrutura da unidade hospitalar, a qualidade do atendimento prestado, a gestão dos recursos humanos e a regularidade dos contratos firmados para administração do hospital.

As investigações da Deccor tiveram início após uma denúncia encaminhada pelo Ministério Público, apontando suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI, além de possíveis irregularidades na execução dos contratos de gestão da unidade hospitalar.

Entre os fatos investigados estão indícios de pagamentos por serviços supostamente não executados, emissão de notas fiscais fraudulentas ou ideologicamente falsas, movimentações irregulares de recursos públicos e possível desvio de dinheiro ligado à administração do hospital.

 

Conforme a Polícia Civil, os elementos reunidos até o momento indicam, em tese, a prática de crimes contra a administração pública, especialmente corrupção ativa, sem prejuízo da apuração de outros delitos que possam surgir ao longo das diligências.

A operação contou com apoio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), Delegacia de Arenápolis, Delegacia de Campo Novo do Parecis e da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Segundo a Polícia Civil, o nome da operação faz referência à denúncia de suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI, fato que deu origem às investigações.

A Operação Silêncio Comprado integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, por meio da Operação Pharus, voltada ao combate de organizações criminosas em todo o estado.