Polícia Civil mira grupo suspeito de arrombar veículos e furtar pertences
Mandados foram cumpridos nesta quinta-feira (21) contra investigados apontados como integrantes de associação criminosa envolvida em furtos de veículos estacionados; Hyundai Creta era utilizado nas ações Foto: Reprodução
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21), a Operação Décimo Mandamento para cumprir ordens judiciais contra um grupo criminoso investigado por envolvimento em arrombamentos de veículos e furtos de pertences em Cuiabá e Várzea Grande.
Ao todo, foram cumpridas nove ordens judiciais, sendo oito mandados de busca e apreensão domiciliar e um mandado de apreensão e arresto de veículo, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá. As diligências ocorreram nas duas cidades.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá e tiveram início após um furto registrado em agosto de 2025, no bairro Quilombo, na Capital. Na ocasião, criminosos arrombaram uma caminhonete Toyota Hilux estacionada e furtaram uma arma de fogo, carregadores, munições, documentos pessoais e cartões bancários que estavam dentro do veículo.
Durante a investigação, os policiais analisaram imagens de câmeras de segurança e identificaram a participação de um veículo Hyundai Creta branco, utilizado para dar apoio à ação criminosa. As imagens mostram o momento em que um dos suspeitos desce do automóvel enquanto outro integrante permanece na condução do carro.
Segundo a Polícia Civil, o mesmo veículo foi identificado em outras ocorrências semelhantes envolvendo furtos em caminhonetes estacionadas em Cuiabá, sempre com o mesmo modo de atuação.
As investigações apontaram ainda que o Hyundai Creta era compartilhado entre integrantes do grupo criminoso e funcionava como peça central da associação. Conforme a apuração, o automóvel passou por negociações consideradas suspeitas, marcadas por informalidade, ausência de documentação regular, versões contraditórias e valores incompatíveis.
A Derf também identificou que os investigados mantinham contato frequente sobre o veículo, incluindo discussões relacionadas a multas e pendências administrativas.
Parte dos alvos possui antecedentes criminais e, conforme a investigação, cada integrante exercia funções específicas dentro do esquema, como intermediação de negociações do veículo, ocultação da posse real do automóvel e possível participação direta nos furtos.
Além das buscas, a Justiça autorizou a apreensão e extração de dados de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos encontrados nos endereços dos investigados. O objetivo é aprofundar as investigações e localizar a arma de fogo furtada, que ainda não foi recuperada.
O nome da operação faz referência ao mandamento bíblico “não cobiçar as coisas alheias”, em alusão aos crimes patrimoniais investigados.
A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, dentro da Operação Pharus e do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.






