• 27 de abril de 2026
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POLÍCIA

Grupo com 32 pontos de drogas e comando de dentro de presídios é alvo de operação em Mato Grosso

Entre os investigados está mulher conhecida como “Princesa”; organização atuava em Cáceres e tinha estrutura ligada ao tráfico e crimes violentos
Foto: Reprodução

Um grupo criminoso que mantinha ao menos 32 pontos de venda de drogas em Cáceres, a 220 quilômetros de Cuiabá, foi alvo de uma grande operação deflagrada nesta segunda-feira (27) pelas forças de segurança de Mato Grosso. Segundo as investigações, parte das ordens era emitida de dentro do sistema prisional.

Ao todo, a Justiça expediu 22 ordens judiciais contra integrantes da facção criminosa, incluindo cinco mandados de prisão preventiva cumpridos em Cuiabá, Cáceres, Mirassol D’Oeste, Várzea Grande e Primavera do Leste.

Entre os alvos está uma mulher conhecida pelo apelido de “Princesa”, apontada como gerente regional da organização criminosa e já investigada anteriormente na Operação Coroa Quebrada.

Conforme a Polícia Civil, detentos ligados ao grupo utilizavam contatos externos para repassar ordens a membros em liberdade. As determinações incluíam monitoramento de pessoas supostamente ligadas a facções rivais e controle das áreas dominadas pela organização.

As investigações também identificaram um esquema rígido de vigilância territorial. Integrantes enviavam vídeos e fotografias de bairros para acompanhar movimentações policiais e a presença de grupos adversários.

A apuração começou em julho de 2025 e foi conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron).

Ao longo das diligências, foram identificadas cerca de 35 pessoas compondo uma estrutura hierarquizada, com divisão clara de funções, voltada ao tráfico de drogas e à prática de crimes violentos em Cáceres e região.

Participam da operação 64 policiais civis, 40 policiais militares, 15 policiais penais e 23 militares do Comando de Fronteira Jauru, do Exército Brasileiro.

As investigações continuam para localizar outros envolvidos e aprofundar a identificação patrimonial do grupo criminoso.