• 27 de abril de 2026
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POLÍCIA / POLÍTICA

Justiça mantém prisão preventiva de vereador acusado de agredir namorada em Barra do Bugres

Júnior Chaveiro, do PL, segue detido após decisão judicial; Câmara afastou parlamentar por 90 dias e partido abriu processo interno
Foto: Reprodução

A Justiça manteve neste domingo (26) a prisão preventiva do vereador Laércio Noberto Júnior, conhecido como Júnior Chaveiro (PL), acusado de agredir a namorada com uma chave de rodas após os dois deixarem um festival em Barra do Bugres.

De acordo com as informações, o caso ocorreu no último dia 19. Após a denúncia, o parlamentar chegou a ficar foragido, sendo localizado e preso no sábado (25), em Cuiabá. Em depoimento à polícia, ele negou as acusações e afirmou que apenas reagiu após supostamente ser agredido pela companheira. O vereador também declarou que pretende provar inocência.

Inicialmente, um juiz plantonista havia negado o pedido de prisão preventiva. No entanto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) recorreu da decisão, e a Justiça reviu o entendimento anterior, decretando a prisão.

Antes do cumprimento da ordem judicial, Júnior Chaveiro compareceu espontaneamente à delegacia para prestar esclarecimentos e informou o endereço onde estaria residindo. Quando equipes policiais foram ao local para executar o mandado, ele não foi encontrado, passando então à condição de foragido até ser capturado na capital.

Na esfera política, a repercussão foi imediata. Um dia após o episódio, vereadores de Barra do Bugres realizaram sessão extraordinária e aprovaram, por unanimidade, o afastamento de Júnior Chaveiro tanto da presidência da Câmara Municipal quanto do exercício do mandato parlamentar pelo prazo inicial de 90 dias, podendo haver prorrogação para evitar interferências na investigação.

Além disso, o Partido Liberal (PL) anunciou o afastamento do vereador das funções partidárias e instaurou procedimento interno que poderá resultar em expulsão da legenda.

O caso segue sendo investigado e deve tramitar sob as regras da Lei Maria da Penha, caso os elementos colhidos confirmem a violência doméstica denunciada.

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