Janaína Riva lança Procuradoria da Mulher em Nortelândia e endurece discurso contra crimes sexuais
Deputada reforça defesa de punições mais severas, cobra ação do Congresso e amplia agenda de proteção às mulheres e crianças Foto: Assesoria
A deputada estadual Janaína Riva (MDB), presidente do partido em Mato Grosso, esteve na noite de segunda-feira em Nortelândia para o lançamento da Procuradoria da Mulher na Câmara Municipal, iniciativa que fortalece a rede de proteção e atendimento às vítimas de violência na região.
Já na manhã de terça-feira, a parlamentar concedeu entrevista à Rádio Difusora FM, ao lado do radialista Edvaldo de Sá, acompanhada da vice-prefeita de Cuiabá, coronel Vânia Rosa (MDB), que participou da agenda no estúdio.
Durante a entrevista, Janaína adotou um dos discursos mais duros de sua atuação recente ao tratar de crimes sexuais, especialmente aqueles cometidos contra crianças. A deputada defendeu abertamente a prisão perpétua para estupradores e criticou o que considera fragilidade da legislação brasileira diante da gravidade desses crimes.
Ao exemplificar sua posição, Janaína citou casos recentes que, segundo ela, escancaram a vulnerabilidade das vítimas e a reincidência dos criminosos. “Eu vi um caso aterrorizante de uma menina que precisou guardar material genético na boca para comprovar que estava sendo abusada, porque a família não acreditava nela. Uma criança com menos de 10 anos. E aí esse sujeito vai ser preso, se não tiver repercussão, fica pouco tempo e depois responde em liberdade, mesmo depois de ter estuprado uma criança. Vai cometer outros estupros”, afirmou.
A parlamentar também direcionou críticas ao Congresso Nacional, cobrando mudanças mais rígidas na legislação penal. Para ela, a ausência de punições mais severas acaba gerando um efeito colateral perigoso na sociedade. “Antes de quererem condenar a mulher ou discutir o corpo da mulher, por que não discutem prisão perpétua para estuprador? Porque não adianta colocar na rua, ele vai estuprar de novo. Ainda mais o pedófilo. Um sujeito desses não tem conserto”, disse.
Em tom de alerta, Janaína afirmou que a falta de respostas mais firmes do poder público tem levado parte da população a reagir por conta própria. “O que está acontecendo hoje, por conta da inércia, é que a própria população passou a linchar, a matar estuprador. Isso é reflexo da falta de ação do Estado”, declarou.
Apesar do foco nas críticas, a deputada também reforçou a importância da atuação preventiva dentro das famílias, destacando que a atenção aos sinais pode ser decisiva para interromper ciclos de abuso, especialmente envolvendo crianças e adolescentes.
A agenda em Nortelândia combina ação prática e posicionamento político. De um lado, a instalação da Procuradoria da Mulher amplia a estrutura de acolhimento e defesa das vítimas; de outro, o discurso firme da parlamentar evidencia a pressão por mudanças mais duras na legislação, em um tema que segue como um dos mais sensíveis e urgentes da segurança pública no país.






