Cristiano Bicô se consolida como nome do interior e mira vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso
Vereador de Nova Mutum entra na disputa estadual defendendo descentralização de investimentos e fortalecimento das comunidades rurais Foto: Reprodução
Em meio ao movimento de antecipação das articulações para 2026, o vereador Cristiano Bicô (Republicanos), de Nova Mutum, surge como mais um nome que tenta romper a lógica concentrada da política estadual e levar a pauta do interior para o centro do debate. Em seu quarto mandato consecutivo, Bicô construiu uma base eleitoral sólida apoiada, principalmente, nas regiões mais afastadas da sede do município, onde a presença do poder público historicamente enfrenta maiores desafios.
A trajetória do parlamentar é marcada por uma atuação voltada à infraestrutura básica e à melhoria das condições de vida em comunidades rurais. Ao longo dos últimos anos, ele esteve diretamente envolvido na viabilização de obras consideradas estruturantes para essas localidades, como o levantamento e recuperação de estradas vicinais, a substituição de pontes de madeira por galerias de concreto — uma demanda antiga de produtores e moradores — e a construção de espaços comunitários, como o centro social da comunidade Ranchão. Essas ações, muitas delas articuladas junto ao Executivo municipal, ajudaram a consolidar seu nome como representante direto das demandas do campo.
Nos bastidores, Bicô também se movimenta dentro de um grupo político com peso no cenário estadual. Ele integra a base do ex-prefeito Adriano Pivetta, irmão do atual governador Otaviano Pivetta, relação que reforça sua inserção em um núcleo estratégico de decisões e amplia seu alcance político além dos limites de Nova Mutum. A proximidade com esse grupo pode ser determinante tanto na construção da candidatura quanto na viabilização de apoios regionais ao longo da campanha.
Ao se colocar como pré-candidato a deputado estadual, Cristiano Bicô tenta transformar essa atuação local em capital político estadual. O discurso segue uma linha já conhecida, mas que encontra eco em diversas regiões de Mato Grosso: a descentralização dos investimentos públicos. Segundo ele, o desenvolvimento do estado passa, necessariamente, por um olhar mais atento às cidades do interior e às comunidades rurais, onde a presença do Estado ainda é percebida como insuficiente.
A entrada de Bicô na disputa reforça um movimento que tende a ganhar força nos próximos meses: o de lideranças municipais que buscam ocupar espaço na Assembleia Legislativa com uma agenda mais voltada à base, apostando na proximidade com a população como diferencial eleitoral. Resta saber se essa estratégia, que funciona bem no ambiente local, terá força suficiente para se sustentar em um cenário estadual cada vez mais competitivo e marcado por articulações de maior escala.






