• 9 de abril de 2026
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POLÍTICA

Max Russi projeta chapa forte do Podemos para federal e descarta disputa por espaço no governo neste momento

Presidente da Assembleia detalha crescimento da sigla, aposta em nomes competitivos e sinaliza cautela na relação com o Executivo estadual
Foto: Reprodução

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), abriu o jogo sobre a estratégia do partido para as eleições e deixou claro que a sigla chega organizada, com ambição de ampliar espaço em Brasília, mas sem pressa para ocupar cargos no governo estadual. Em tom de confiança, Russi afirmou que o Podemos conseguiu montar uma das chapas mais estruturadas do estado, tanto para deputado estadual quanto para deputado federal.

Segundo ele, o partido avançou de forma consistente durante a janela partidária e conseguiu formar uma base com presença em todas as regiões de Mato Grosso. “Nós conseguimos montar uma chapa muito bem construída, com candidatos em todo o estado. Também formamos uma chapa feminina forte, com mulheres que já foram testadas nas urnas e que têm grande potencial eleitoral”, afirmou.

Na disputa federal, Russi reconheceu que havia uma expectativa mais modesta inicialmente, mas disse que o cenário mudou ao longo das articulações. O dirigente destacou o crescimento nacional do Podemos, que ampliou sua bancada na Câmara dos Deputados, e apontou que Mato Grosso terá papel relevante nesse movimento, especialmente com a chegada de nomes como o deputado federal Nelson Barbudo e outras lideranças com atuação consolidada no setor produtivo.

A aposta do partido é garantir representação em Brasília e, na leitura de Russi, isso já está encaminhado. “Com os nomes que temos hoje, posso afirmar com tranquilidade que o Podemos vai eleger deputado federal e terá voz ativa defendendo Mato Grosso”, disse.

O presidente da Assembleia também destacou a presença feminina como um dos pilares da chapa. Ele citou vereadoras da capital e outras lideranças que já disputaram eleições recentes, reforçando que o partido deve lançar candidaturas competitivas e com densidade eleitoral. “São mulheres preparadas, com votação expressiva e que podem fazer uma eleição muito forte”, pontuou.

Apesar do foco na construção das chapas proporcionais, Russi também admitiu que o partido tem nomes que podem compor a majoritária, seja como candidato ao Senado, vice ou suplência. Entre os quadros citados estão lideranças com histórico eleitoral e capilaridade política no estado, o que, segundo ele, dá ao Podemos margem de negociação nas composições futuras.

Mesmo com esse potencial, o dirigente adotou cautela ao tratar da relação com o governo estadual. Ele descartou, neste momento, qualquer movimento para ocupar secretaria ou indicar nomes na estrutura do Executivo. “Não estamos buscando espaço no governo agora. Nosso foco foi a construção das chapas, e conseguimos um resultado muito positivo. Vamos agora para a pré-campanha, fortalecer os nomes e organizar propostas”, afirmou.

Russi também comentou os efeitos da movimentação partidária recente em Mato Grosso, especialmente após mudanças que impactaram a formação de outras siglas. Segundo ele, a desestruturação de algumas chapas obrigou partidos a se reorganizarem às pressas, o que acabou beneficiando o Podemos, que absorveu novos nomes e ampliou sua competitividade.

Nos bastidores, a leitura é de que o partido conseguiu sair da janela partidária maior e mais competitivo, com condições reais de disputar vagas tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara dos Deputados. A estratégia agora é consolidar esse crescimento nas urnas, mantendo o discurso de organização interna e evitando disputas prematuras por espaço no governo.