Socorrista alerta para redução de equipes do SAMU e busca apoio na Assembleia; profissionais confiam em diálogo com novo governo
Jordi Luz relata demissões, diminuição de bases e diz que categoria espera solução com a chegada de Otaviano Pivetta ao comando do Estado Foto:
A socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Jordi Luz, esteve na Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira para fazer um alerta público sobre a situação do serviço e buscar apoio político diante da redução de equipes e do desligamento de profissionais. O movimento, segundo ela, não tem caráter de confronto, mas de preocupação com a continuidade do atendimento à população.
Acompanhada dos deputados estaduais Lúdio Cabral (PT) e Doutor João (MDB), que passaram a apoiar a pauta, Jordi explicou que a categoria acionou o Ministério Público, que estabeleceu prazo de 72 horas para que a Secretaria de Saúde apresente esclarecimentos sobre as mudanças recentes. O prazo se encerra nesta quarta-feira.
“Estamos confiantes. A nossa intenção é dialogar, é buscar uma solução. Conseguimos levar essa situação ao procurador, que pediu explicações. A gente acredita que pode haver um avanço”, afirmou.
Durante a fala, a socorrista relatou que algumas bases do SAMU já operam com redução de jornada ou foram temporariamente desativadas, o que, segundo ela, pode impactar a cobertura do serviço. “Hoje já temos bases em meio período e outras que estão baixadas. Isso é uma realidade que precisa ser vista com atenção”, disse.
Ela ressaltou que o alerta não significa que a população ficará totalmente desassistida, mas chamou atenção para a possível redução na capacidade de resposta das equipes. “O atendimento continua, mas pode haver dificuldade em manter o mesmo nível de cobertura, principalmente em ocorrências simultâneas”, pontuou.
Jordi também destacou que o cenário se agravou com o desligamento de profissionais, em um contexto em que já havia déficit em algumas funções, especialmente entre condutores socorristas. Segundo ela, a categoria vinha solicitando contratações emergenciais para recompor as equipes.
Apesar das dificuldades, o tom adotado pelos profissionais é de confiança na abertura de diálogo com o novo comando do Executivo estadual. Com a recente posse do governador Otaviano Pivetta, a expectativa é de que a situação seja reavaliada.
“A gente acredita no diálogo, na sensibilidade do governo. Sabemos que o governador tem perfil de conversa e esperamos que essa situação seja analisada com atenção. Nosso objetivo é manter o SAMU forte, funcionando bem, como sempre foi”, destacou.
Outro ponto levantado pela socorrista foi a tentativa de realocação de profissionais para outras unidades de saúde, o que, segundo ela, não resolve a necessidade específica do atendimento pré-hospitalar. “Somos preparados para atuar nas ruas, em urgência e emergência. Cada área tem sua importância, mas o SAMU tem uma função específica que precisa ser preservada”, explicou.
Ao falar sobre o sentimento da categoria, Jordi reforçou o vínculo dos profissionais com o serviço. “A gente trabalha por vocação. O SAMU representa muito para todos nós. Por isso estamos aqui, dialogando, buscando apoio e acreditando que é possível encontrar uma solução”, disse.
A mobilização segue com expectativa de resposta oficial por parte da Secretaria de Saúde. Enquanto isso, os profissionais mantêm a articulação política na Assembleia e apostam no diálogo com o novo governo como caminho para garantir a continuidade e a qualidade do atendimento prestado à população.
Entrevistada – Jordi luz – socorrista samu
Foto – Reprodução






