Pivetta acusa corrupção no DNIT e diz que obras do Trevão não saíram por “roubo ao povo” em Rondonópolis
Vice-governador sobe o tom durante evento, critica concessões e relaciona atraso de obras a interesses políticos e prejuízos à população Foto:
Durante a assinatura da ordem de serviço do viaduto do Trevão, em Rondonópolis, o vice-governador Otaviano Pivetta adotou um tom mais incisivo e fez duras críticas ao histórico de execução de obras na região. Em declaração direta, ele afirmou que intervenções importantes deixaram de ser realizadas no passado devido a práticas de corrupção envolvendo estruturas ligadas ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.
Sem recorrer ao discurso protocolar, Pivetta foi objetivo ao apontar o que considera falhas graves na condução das concessões rodoviárias. “Foi feito para continuar roubando o povo mato-grossense”, disse, ao criticar o modelo adotado em gestões anteriores e o impacto disso na execução de obras estratégicas.
O vice-governador classificou o próprio posicionamento como um discurso em “modo caminhoneiro”, assumindo uma postura mais direta e menos institucional diante do público presente. A fala destoou do tom formal do evento e acabou se tornando o principal recado político da agenda.
Ao ampliar a crítica, Pivetta também associou a ausência de obras ao histórico de acidentes nas rodovias, sugerindo que a falta de investimentos estruturais contribuiu para perdas humanas ao longo dos anos. A declaração reforça uma narrativa de responsabilização sobre decisões passadas e amplia o debate sobre a gestão da infraestrutura federal no estado.
A manifestação do vice-governador insere um componente político mais forte no contexto da obra do Trevão, que, além de ser tratada como avanço na infraestrutura, passa a ser utilizada como símbolo de ruptura com práticas anteriores.






