• 17 de março de 2026
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POLÍTICA

Fávaro admite desgaste com Buzetti e sinaliza mudança na própria chapa ao Senado em Mato Grosso

Ministro da Agricultura e senador licenciado afirma que relação política com atual ocupante de sua vaga no Senado enfrenta dificuldades e defende escolha de suplente alinhado ideologicamente para a disputa eleitoral de 2026
Foto: Olhar Direto

As movimentações políticas para as eleições de 2026 já começam a ganhar contornos mais claros em Mato Grosso. O ministro da Agricultura e Pecuária e senador licenciado Carlos Fávaro (PSD) admitiu que enfrenta dificuldades na relação política com a senadora Margareth Buzetti (PSD), que atualmente ocupa sua vaga no Senado Federal, e indicou que pretende reformular a composição de sua chapa na próxima disputa eleitoral.

A declaração revela um cenário de tensão dentro do próprio grupo político que levou Fávaro ao Senado. Buzetti assumiu o mandato após o parlamentar se licenciar para integrar o primeiro escalão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas o relacionamento entre os dois, segundo o próprio ministro, atravessa um momento de desgaste.

Sem detalhar publicamente as razões do atrito, Fávaro reconheceu que a convivência política com a atual senadora não é das mais harmoniosas. O reconhecimento público da divergência ocorre justamente em um momento em que o senador licenciado já começa a desenhar sua estratégia para tentar permanecer no Senado a partir de 2026.

Nesse contexto, o ministro deixou claro que pretende adotar um critério diferente na escolha de quem ocupará a posição de suplente em sua chapa. Para ele, o principal fator será o alinhamento ideológico e político, evitando repetir experiências que, na avaliação dele, não tenham sintonia com o projeto político defendido pelo grupo.

A preferência, segundo Fávaro, é que o nome escolhido venha do serviço público ou tenha trajetória ligada à gestão pública, com compromisso direto com políticas institucionais e com a agenda que pretende defender no Congresso Nacional. A intenção é garantir que, em eventual afastamento do titular, o suplente represente a mesma linha política.

A discussão sobre suplentes costuma ter peso relevante nas eleições para o Senado. Isso porque o suplente assume automaticamente o mandato sempre que o titular se licencia, seja para ocupar cargos no Executivo ou por outros afastamentos. No caso de Fávaro, foi justamente essa circunstância que levou Buzetti a exercer atualmente a função de senadora.

Empresária do setor industrial, Margareth Buzetti chegou ao Senado como primeira suplente na chapa vencedora de 2022 e voltou a assumir o cargo quando Fávaro foi confirmado como ministro da Agricultura no governo federal. Desde então, passou a exercer o mandato representando Mato Grosso na Casa.

Nos bastidores da política estadual, a fala do ministro foi interpretada como um sinal de que a composição política de sua futura candidatura deve passar por mudanças significativas. A definição de suplente, que muitas vezes ocorre por acordos partidários ou regionais, pode ganhar um peso mais estratégico na construção da chapa.

Com o calendário eleitoral ainda distante, as articulações começam a revelar que a disputa por uma vaga no Senado em Mato Grosso deverá envolver não apenas alianças partidárias, mas também alinhamento ideológico e estratégias de longo prazo dentro do cenário político estadual.

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