Mulher é contida pela Polícia Militar após desacatar profissionais de saúde e causar tumulto na UPA de Primavera do Leste
Suspeita teria ofendido médico e equipe de enfermagem, invadido consultórios e resistido à abordagem policial; durante a contenção, sofreu uma luxação no braço Foto: Reprodução
A ocorrência foi registrada por volta de 1h49, na unidade localizada na Avenida Coxilha. A Polícia Militar foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para verificar uma denúncia de desacato nas dependências da UPA.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a suspeita acompanhada de outra mulher. Conforme o registro policial, ambas estavam visivelmente alteradas e apresentavam sinais aparentes de ingestão de bebida alcoólica.
De acordo com o médico responsável pelo atendimento, a paciente demonstrou insatisfação com os procedimentos realizados e passou a exigir a emissão de uma receita médica. Diante da situação, teria começado a proferir ofensas contra o médico e os profissionais de enfermagem, chamando-os repetidamente de incompetentes.
Ainda segundo o relato, a mulher também teria chamado o médico de desgraçado e afirmado que iria denunciá-lo por suposto mau atendimento. Durante a confusão, ela teria entrado em outros consultórios, interrompendo o atendimento de pacientes.
A mulher que acompanhava a suspeita também teria contribuído para o tumulto, incentivando as ofensas, elevando o tom de voz e gritando dentro da unidade de saúde.
Suspeita teria ofendido policiais durante abordagem
Com a chegada da Polícia Militar, a mulher teria mantido o comportamento hostil, passando a dirigir ofensas também aos integrantes da guarnição.
Segundo o boletim, ela chamou os policiais de covardes e utilizou palavras de baixo calão. Em determinado momento, teria afirmado que os próprios policiais deveriam respeitá-la porque ela pagava os salários deles.
Diante da situação, os militares informaram que ela seria conduzida à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais. Entretanto, conforme a ocorrência, a suspeita passou a oferecer resistência física, tentando empurrar os policiais.
Foi necessário o uso de força física para contê-la e realizar o algemamento, já que, segundo a PM, ela resistia e utilizava a própria força para tentar se desvencilhar da equipe.
Durante a contenção, a suspeita sofreu uma lesão no braço. Após avaliação médica, foi diagnosticada uma luxação, caracterizada pelo deslocamento de um osso da articulação.
O boletim também registra que a mulher apresentava uma lesão preexistente na região frontal da cabeça. Questionada, ela informou que havia sofrido uma queda anteriormente e que esse teria sido o motivo de procurar atendimento médico na UPA.
Em razão da luxação, a suspeita precisou permanecer internada na unidade de saúde para acompanhamento e observação médica, não sendo possível realizar sua condução imediata à delegacia.
A mulher que a acompanhava deixou o local durante a ocorrência, antes que os policiais conseguissem realizar sua identificação.





