• 4 de novembro de 2026
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CONFUSÃO NA UPA

Mulher é contida pela Polícia Militar após desacatar profissionais de saúde e causar tumulto na UPA de Primavera do Leste

Suspeita teria ofendido médico e equipe de enfermagem, invadido consultórios e resistido à abordagem policial; durante a contenção, sofreu uma luxação no braço
Foto: Reprodução
Uma mulher de 43 anos foi contida pela Polícia Militar após causar tumulto na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Primavera do Leste, na madrugada desta quarta-feira (4). Segundo o boletim de ocorrência, ela teria desacatado profissionais de saúde, invadido consultórios e resistido à abordagem dos policiais. Durante a contenção, a suspeita sofreu uma luxação no braço e precisou permanecer sob cuidados médicos.

A ocorrência foi registrada por volta de 1h49, na unidade localizada na Avenida Coxilha. A Polícia Militar foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para verificar uma denúncia de desacato nas dependências da UPA.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a suspeita acompanhada de outra mulher. Conforme o registro policial, ambas estavam visivelmente alteradas e apresentavam sinais aparentes de ingestão de bebida alcoólica.

De acordo com o médico responsável pelo atendimento, a paciente demonstrou insatisfação com os procedimentos realizados e passou a exigir a emissão de uma receita médica. Diante da situação, teria começado a proferir ofensas contra o médico e os profissionais de enfermagem, chamando-os repetidamente de incompetentes.

Ainda segundo o relato, a mulher também teria chamado o médico de desgraçado e afirmado que iria denunciá-lo por suposto mau atendimento. Durante a confusão, ela teria entrado em outros consultórios, interrompendo o atendimento de pacientes.

A mulher que acompanhava a suspeita também teria contribuído para o tumulto, incentivando as ofensas, elevando o tom de voz e gritando dentro da unidade de saúde.

Suspeita teria ofendido policiais durante abordagem

Com a chegada da Polícia Militar, a mulher teria mantido o comportamento hostil, passando a dirigir ofensas também aos integrantes da guarnição.

Segundo o boletim, ela chamou os policiais de covardes e utilizou palavras de baixo calão. Em determinado momento, teria afirmado que os próprios policiais deveriam respeitá-la porque ela pagava os salários deles.

Diante da situação, os militares informaram que ela seria conduzida à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais. Entretanto, conforme a ocorrência, a suspeita passou a oferecer resistência física, tentando empurrar os policiais.

Foi necessário o uso de força física para contê-la e realizar o algemamento, já que, segundo a PM, ela resistia e utilizava a própria força para tentar se desvencilhar da equipe.

Durante a contenção, a suspeita sofreu uma lesão no braço. Após avaliação médica, foi diagnosticada uma luxação, caracterizada pelo deslocamento de um osso da articulação.

O boletim também registra que a mulher apresentava uma lesão preexistente na região frontal da cabeça. Questionada, ela informou que havia sofrido uma queda anteriormente e que esse teria sido o motivo de procurar atendimento médico na UPA.

Em razão da luxação, a suspeita precisou permanecer internada na unidade de saúde para acompanhamento e observação médica, não sendo possível realizar sua condução imediata à delegacia.

A mulher que a acompanhava deixou o local durante a ocorrência, antes que os policiais conseguissem realizar sua identificação.

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