• 20 de maio de 2026
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Concurso “Rondonópolis Contra o Racismo” premia estudantes da rede pública por reflexões sobre racismo e tecnologias digitais

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A cerimônia de premiação do Concurso de Redação “Rondonópolis Contra o Racismo” transformou a noite em um momento de emoção, reflexão e valorização da educação pública como ferramenta de transformação social. O evento reuniu estudantes, professores, familiares, representantes de movimentos sociais e instituições educacionais em torno de um tema urgente e cada vez mais presente no cotidiano da juventude: “Racismo, tecnologias digitais e sociedade”.

O concurso foi realizado pelo Instituto Professora Coraci, Movimento Negro Unificado-Rondonópolis (MNU), GEDIFI e Núcleo Edileuza Gimenes Moralis da Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT/Campus Avançado de Rondonópolis, incentivando estudantes da rede pública a refletirem sobre como as redes sociais, a internet e as novas tecnologias podem tanto reproduzir preconceitos quanto fortalecer a luta antirracista.

Durante a solenidade, estiveram presentes na mesa de autoridades Bruna Farias Bellafronte, representando o NEABI Quilombo, Denilson Ferreira Filho, do MNU Rondonópolis-MT, Denilda Lima, da Associação Mãos que Cuidam, Mário Roberto Vieira de Souza, atual diretor comandante da Escola Militar Tiradentes Major PM Ernestino Veríssimo da Silva, Jacilene Santos Silva, superintendente administrativa e financeira do Complexo Educacional Padre Lothar, e Sione Edeviges Ferreira Guimarães, representando o GEDIFI/UNEMAT.

O coordenador do projeto, o professor Éverton Neves, destacou que iniciativas como essa reforçam o papel da educação na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Segundo ele, “o concurso incentiva os estudos e o debate sobre o tema, além de promover junto aos estudantes, docentes, gestão escolar e família união em torno de um propósito. É que não há outro caminho, o caminho é a Educação para mudarmos a realidade do nosso país, criando igualdade de condições e igualdade de oportunidades, precisamos cada vez mais investir na formação da nossa juventude”.

As escolas participantes também foram incentivadas a promover debates, rodas de conversa e atividades pedagógicas antes da produção das redações, fortalecendo o diálogo sobre inclusão, cidadania digital e enfrentamento ao preconceito racial dentro do ambiente escolar.

Na categoria Ensino Fundamental, a EE Lucas Pacheco de Camargo teve como destaque a estudante Isabela Rodrigues Santos, vencedora do primeiro lugar, além de Maria Eduarda Fernandes, que recebeu moção honrosa, sob orientação do docente Joemerson de Oliveira Sales. A Escola Estadual Militar Tiradentes Major PM Ernestino Veríssimo da Silva conquistou o segundo lugar com Vittor Antônio Ferreira Cavalcante Jovino, além das moções honrosas para Valentina Fernanda Serpa e João Pedro dos Santos Ferreira, com orientação da professora Maria José Vilela Rodrigues. Já a Escola Estadual Santo Antônio teve Ana Valentina Silva Santos de Lara em terceiro lugar e Vytória Souza Leal recebendo moção honrosa, orientadas pela docente Ronita Carinhanha Rios.

Na categoria Ensino Médio e EJA, a ETEC de Rondonópolis – SECITECI foi destaque absoluto com Ivan Tuagana Hiaulai em primeiro lugar, Alliny Ribeiro da Silva Nunes em segundo, Maria Vitória Delmiro dos Santos em terceiro e Kawan Dias de Souza recebendo moção honrosa, todos orientados pela professora Vania Cristina Dias Figueira: “agradecemos aos docentes, gestão escolar e famílias que incentivam os estudantes. Queremos que este concurso de redação entre para o calendário oficial, precisamos discutir racismo e suas formas, especialmente sobre o uso da tecnologias e os impactos nas gerações”, destaca o coordenador Éverton Neves.

Além dos certificados, medalhas e troféus, os estudantes premiados receberam valores em dinheiro como forma de incentivo à leitura, à escrita e à formação crítica. Além, o docente e gestão escolar foi homenageada por criar condições dos alunos participarem do projeto. Mais do que reconhecer talentos, o concurso reafirmou a importância da escola pública, da produção intelectual da juventude e do debate racial como caminhos fundamentais para a construção de uma sociedade mais humana, democrática e consciente.