Primavera do Leste reage rápido após caos na BR-070 e inicia intervenção em barreira que represou água e alagou três empresas
Prefeitura mobiliza força-tarefa em menos de 24 horas; motel, revenda de máquinas agrícolas e transportadora foram atingidos Foto: Montagem
A reação veio rápida diante de um problema que se arrasta há anos. Após o episódio que transformou um trecho às margens da BR-070, em Primavera do Leste, em um cenário de prejuízo e destruição, a Prefeitura entrou com uma força-tarefa para conter os danos e atacar a origem do problema: a obstrução irregular que represou a água e provocou o rompimento de muros e a invasão em três empresas da região um motel, uma revenda de máquinas agrícolas usadas e a transportadora Carvalima.
Em menos de 24 horas, equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Sinfra), comandada por Victor Diniz, já estavam no local com maquinário pesado, trabalhando para restabelecer o fluxo da água e evitar novos alagamentos. A ação contou ainda com o envolvimento de outras secretarias, em uma mobilização emergencial coordenada diretamente pela gestão municipal.
O prefeito Sérgio Machnic (PL) esteve in loco acompanhando os trabalhos e determinando as medidas necessárias, reforçando sua postura de atuação direta, com pulso firme, ainda que de forma discreta, diante de situações críticas que impactam a cidade.
Durante a vistoria, o secretário Victor Diniz foi direto ao reconhecer que o episódio não surgiu agora, mas é consequência de falhas acumuladas ao longo do tempo. “Problemas antigos, problemas que nunca foram sanados. A responsabilidade agora é nossa, e nós vamos resolver. Junto com o prefeito Sérgio Machnic, vamos resolver esses problemas, porque essas empresas que geram emprego e renda para o município não podem sofrer como vêm sofrendo há anos aqui”, afirmou.
A origem do transtorno também foi detalhada por um dos empresários atingidos, proprietário da empresa de máquinas agrícolas usadas instalada no trecho. Segundo ele, a intervenção feita em uma propriedade rural acabou criando uma espécie de barragem artificial.
“A água ali é mais alta que o muro, praticamente. O curso natural era para esse lado, mas foram erguendo terra, criando uma barreira. Isso virou um dique de mais de 100 metros. A água foi represando, represando… e não tinha saída. Estourou o muro e veio tudo pra cima das empresas”, relatou.
A descrição confirma o que já era perceptível no local: a tentativa de conter erosões acabou bloqueando o caminho natural da água, redirecionando toda a pressão para áreas mais baixas justamente onde estão instaladas empresas que acabaram arcando com o prejuízo.
Agora, além da resposta emergencial, a Prefeitura trabalha no diagnóstico técnico para implementar soluções estruturais definitivas. A meta é eliminar os pontos de represamento e reorganizar o sistema de drenagem para que episódios como esse não se repitam a cada período de chuva intensa.
O episódio escancara uma realidade conhecida em cidades em expansão: quando o crescimento não acompanha o planejamento adequado, a conta chega e quase sempre recai sobre quem está produzindo e gerando empregos. Em Primavera do Leste, a gestão assume o problema e promete resolver. A cobrança, a partir de agora, será por resultado.






