O prefeito de Primavera do Leste, Sérgio Machnic (PL), autorizou a intervenção emergencial em uma área rural apontada como origem do alagamento que atingiu pelo menos três empresas no município após as fortes chuvas dos últimos dias. A medida marca a reação da gestão diante dos prejuízos registrados e da pressão por uma resposta imediata.
A atuação ocorre na região da Fazenda 13 de Maio, nas proximidades da BR-070, onde relatórios técnicos da Defesa Civil e da Secretaria de Obras identificaram o comprometimento da drenagem natural, com acúmulo de águas pluviais e obstrução de canais que deveriam escoar o volume de chuva.
O caso ganhou repercussão após a água invadir um motel, uma empresa de máquinas agrícolas e a transportadora Carvalima, provocando prejuízos consideráveis. Há indícios de que intervenções dentro da propriedade rural contribuíram para o represamento da água, agravando o cenário e direcionando o volume para as empresas instaladas na região.
Com base no Decreto nº 2.658/2026, que declarou situação de emergência no município, Machnic autorizou a execução imediata de serviços de drenagem, desobstrução de canais naturais, movimentação de terra e demais ações necessárias para restabelecer o fluxo da água. A medida permite, inclusive, a atuação em área privada, respaldada pela legislação em casos de risco à coletividade, com previsão de eventual indenização caso haja danos comprovados.
A intervenção dispensa, neste momento, os trâmites tradicionais de licenciamento ambiental, justamente pelo caráter emergencial da situação. Técnicos alertaram que o bloqueio do escoamento natural elevou significativamente o risco de novos alagamentos, podendo ampliar ainda mais os prejuízos já registrados.
Além da atuação imediata, a determinação inclui a formalização de todo o processo com registros fotográficos e relatórios técnicos, o que abre caminho para eventual responsabilização de quem tiver contribuído para o problema.
Machnic assumiu a condução da resposta ao problema e tenta trazer uma solução rápida diante da pressão gerada pelos prejuízos das empresas. A expectativa agora é que as intervenções consigam restabelecer o fluxo natural da água quando chove, já que a área funciona como canal de drenagem em períodos de chuva, evitando novos episódios e reduzindo os impactos registrados nos últimos dias.