• 5 de novembro de 2026
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CRIME ORGANIZADO

Polícia Civil mira quadrilha que furtava caixas eletrônicos e cumpre 74 ordens judiciais em quatro cidades

Operação Círculo Vicioso investiga seis ataques em Mato Grosso; dois apontados como líderes do esquema foram presos no Maranhão
Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (5), a Operação Círculo Vicioso para desarticular uma organização criminosa interestadual especializada em furtos a caixas eletrônicos. A ação envolve o cumprimento de 74 medidas judiciais em Cuiabá, Rondonópolis, Joinville (SC) e São Luís (MA), além da prisão de dois homens apontados como líderes do grupo.

Os investigados são suspeitos de envolvimento em pelo menos seis ataques a caixas eletrônicos registrados em Cuiabá e Várzea Grande, entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026.

As investigações são conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

Entre as determinações judiciais estão dez mandados de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão, 18 autorizações de acesso a dados de dispositivos eletrônicos, 15 quebras de sigilo bancário e 13 ordens de bloqueio de ativos financeiros.

A Justiça autorizou o bloqueio de aproximadamente R$ 240 mil, valor correspondente aos prejuízos inicialmente identificados em quatro dos furtos investigados.

LÍDERES FORAM PRESOS NO MARANHÃO

Dois homens identificados como Douglas Floriano e Eduardo Domingos foram apontados pela investigação como lideranças da organização criminosa e presos no Maranhão durante a operação.

Conforme informações divulgadas pelo delegado Igor Sasaki, os suspeitos seriam responsáveis por percorrer diferentes estados brasileiros para executar furtos a caixas eletrônicos.

A investigação também identificou possíveis conexões dos envolvidos com crimes semelhantes registrados no Rio de Janeiro, em Alagoas e em outros estados.

QUADRILHA UTILIZAVA EQUIPAMENTOS PARA ARROMBAR COFRES

As investigações começaram após um furto ocorrido em 21 de janeiro deste ano, em um caixa eletrônico instalado dentro de um supermercado no bairro Praia Grande, em Várzea Grande.

Na ocasião, os criminosos utilizaram uma lança térmica, ferramenta capaz de cortar estruturas metálicas resistentes, para acessar o cofre do equipamento.

Mesmo com o acionamento do sistema de segurança que libera tinta sobre as cédulas, os envolvidos conseguiram levar aproximadamente R$ 105 mil.

A partir desse caso, a Polícia Civil identificou outros cinco ataques com características semelhantes.

DINHEIRO ERA LAVADO E REINSERIDO NO SISTEMA FINANCEIRO

Segundo a investigação, a organização criminosa possuía diferentes núcleos responsáveis pelos arrombamentos, utilização de equipamentos tecnológicos, retirada da tinta de segurança das cédulas e movimentação dos valores furtados.

Após os crimes, integrantes do grupo utilizavam produtos químicos para tentar remover a tinta das notas.

Em seguida, o dinheiro era depositado de maneira fracionada em contas bancárias de diferentes pessoas, numa tentativa de dificultar a identificação da origem dos recursos.

A Polícia Civil também identificou o possível uso de empresas de fachada e contas de terceiros para movimentar os valores.

A operação conta com apoio das polícias civis de Santa Catarina e do Maranhão, além da Polícia Rodoviária Federal.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e dimensionar o prejuízo provocado pelos ataques.

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