Marcondes cobra fiscalização da Polícia Ambiental sobre Águas de Primavera após operações em lava-jatos
Vereador afirma que enviará ofício ao órgão estadual e também destaca mobilização de moradores contra contas elevadas e problemas no abastecimento de água Foto: Reprodução
O vereador Marcondes Martignago voltou a cobrar providências diante dos problemas ambientais relacionados ao sistema de esgotamento sanitário de Primavera do Leste. Desta vez, o parlamentar anunciou que irá encaminhar um ofício à Polícia Ambiental de Mato Grosso solicitando que o órgão fiscalize a concessionária Águas de Primavera.
A cobrança ocorre após operações realizadas pela Polícia Ambiental em lava-jatos do município. Segundo Marcondes, alguns estabelecimentos foram alvo de fiscalização por possíveis crimes ambientais, situação que levou o vereador a questionar por que uma ação semelhante não é realizada em relação aos episódios envolvendo extravasamento de esgoto no município.
“Eu estou enviando um ofício hoje para a própria Polícia Ambiental do Estado de Mato Grosso para que eles venham aqui também e fiscalizem a empresa Águas de Primavera por esses crimes ambientais que eles estão fazendo”, afirmou.
A declaração do vereador se refere às suspeitas levantadas durante fiscalizações realizadas por ele e pelo vereador Sargento Telles. Os parlamentares vêm acompanhando problemas relacionados ao esgotamento sanitário e cobrando providências dos órgãos responsáveis.
Marcondes criticou o que considera uma diferença na fiscalização entre pequenos estabelecimentos e uma empresa de grande porte. Para ele, a mesma rigidez adotada nas operações envolvendo lava-jatos deve ser aplicada na apuração das denúncias relacionadas ao saneamento.
“É muito fácil você vir aqui e fechar um lava-jato que gera emprego na cidade e é um comércio pequeno. Eu quero ver agora eles virem aqui e baterem de frente com uma empresa grande como a Águas de Primavera”, declarou.
O parlamentar afirmou ainda que a Câmara vem desempenhando seu papel fiscalizador e encaminhando denúncias à Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Segundo ele, entretanto, existem limitações na atuação administrativa do órgão municipal, motivo pelo qual considera necessária a participação da Polícia Ambiental.
Além das questões ambientais, Marcondes também destacou o crescimento das reclamações da população envolvendo o serviço prestado pela concessionária. Entre as principais queixas estão falta de abastecimento e contas de água consideradas elevadas pelos consumidores.
Um grupo de WhatsApp criado pelo vereador Sargento Telles para concentrar essas reclamações já reúne, segundo Marcondes, mais de 400 participantes. O próprio vereador também integra o grupo.
“A gente está tendo muita reclamação de falta de abastecimento de água e também pelos altos preços da conta de água que estão sendo cobrados”, afirmou.
A intenção dos vereadores é reunir o maior número possível de consumidores que estejam enfrentando problemas e organizar uma mobilização. Conforme Marcondes, uma reunião deverá ser definida ainda nesta semana para discutir as reclamações apresentadas pela população e quais medidas poderão ser adotadas.
“Já tem mais de 400 pessoas no grupo, é um grupo que está crescendo muito, e a gente quer juntar a maior quantidade de pessoas possível para fazer um movimento muito grande para tentar resolver esse problema”, completou.
A cobrança amplia a pressão sobre a concessionária após as fiscalizações realizadas nas últimas semanas e coloca agora a Polícia Ambiental entre os órgãos que poderão ser formalmente provocados a verificar as denúncias relacionadas aos impactos ambientais do sistema de esgotamento sanitário em Primavera do Leste.






