Mapeamento de artesãos é proposto para ampliar políticas públicas em Primavera do Leste
Levantamento pretende identificar profissionais, técnicas, nível de formalização e principais dificuldades do setor para orientar ações de incentivo no município Foto: Reprodução
Um levantamento para identificar quem são, onde estão e quais são as principais necessidades dos artesãos de Primavera do Leste foi proposto pela vereadora Maria Garzella. A indicação encaminhada ao Poder Executivo busca criar um diagnóstico do setor e subsidiar políticas públicas voltadas à geração de renda, capacitação e comercialização dos produtos locais.
A proposta prevê a realização de um cadastro voluntário dos artesãos, reunindo informações sobre as atividades desenvolvidas, técnicas utilizadas, grau de formalização, participação em feiras, interesse em capacitações e dificuldades encontradas para comercializar a produção.
A iniciativa também busca dar efetividade à Lei Municipal nº 2.373/2025, que instituiu o Programa Municipal do Artesanato Popular em Primavera do Leste.
Segundo Maria Garzella, conhecer a realidade do setor é necessário para que o município consiga direcionar ações de maneira mais eficiente.
“Não se pode planejar políticas públicas eficientes sem conhecer quem são as pessoas que movimentam esse setor. O artesanato carrega cultura, identidade e também gera renda para muitas famílias. Precisamos saber onde estão esses profissionais, quais são suas necessidades e como podemos ampliar as oportunidades para que cresçam e prosperem”, afirmou.
Com as informações levantadas, a administração municipal poderá identificar potencialidades e dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores, além de utilizar os dados para planejar capacitações, programas de incentivo e ações destinadas à ampliação dos canais de comercialização.
O diagnóstico também poderá auxiliar no fortalecimento de feiras, exposições e outros espaços destinados à divulgação e venda do artesanato produzido no município.
De acordo com a vereadora, o levantamento também alcança trabalhadores inseridos na economia criativa e pessoas que utilizam a produção artesanal como alternativa ou complemento de renda.
“Muitas pessoas encontram no artesanato uma alternativa de renda, uma oportunidade de empreender e de sustentar suas famílias. Valorizar esses trabalhadores é valorizar a criatividade, a cultura e o espírito empreendedor da nossa gente”, declarou.
A indicação prevê que a participação no mapeamento seja voluntária, sem criação de novas obrigações aos artesãos.
Com a proposta apresentada, caberá ao Poder Executivo analisar a possibilidade de implantação do levantamento e definir como o cadastro poderá ser realizado no município.






