Após investigação da Polícia Civil, homem é condenado a 28 anos de prisão por homicídio em Alto Garças
Foto: Polícia Civil MT
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Alto Garças, concluiu a investigação do homicídio de Eduardo Pereira Bispo, de 30 anos, ocorrido em 31 de janeiro de 2026, no município.
A equipe plantonista tomou conhecimento, no dia seguinte, da localização de um corpo masculino nas proximidades do Cemitério Municipal, em uma área rural da cidade. A vítima apresentava sinais de morte violenta e foi identificada pela própria mãe, que compareceu ao local.
Imediatamente, os investigadores iniciaram diligências para esclarecer a dinâmica do crime e identificar o responsável. Durante a investigação, a equipe analisou imagens de câmeras de segurança de um posto de combustíveis, nas quais foi possível verificar que a vítima esteve no estabelecimento na noite do crime, conduzindo seu veículo e acompanhada de outro indivíduo.
As imagens também registraram a vítima adquirindo bebidas e gelo na loja de conveniência, produtos posteriormente encontrados na cena do crime. Na sequência, os dois deixaram o estabelecimento no veículo, seguindo em direção à região onde o corpo foi localizado.
Com o avanço das diligências, a Polícia Civil identificou o suspeito, que foi localizado e preso no dia 2 de fevereiro de 2026, na cidade de *Mineiros (GO)*, em ação realizada pela Delegacia de Alto Garças, com apoio da Polícia Civil de Goiás.
Durante a prisão, foram encontrados com o suspeito os documentos pessoais da vítima, o veículo utilizado por Eduardo e uma bermuda pertencente a ele. O automóvel apresentava grande quantidade de sangue em seu interior e foi apreendido e encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para os procedimentos periciais.
O Ministério Público ofereceu denúncia, recebida pela Justiça em 19 de março de 2026.
Como resultado do trabalho investigativo realizado pela Polícia Civil, o acusado foi condenado pela Vara Única de Alto Garças, com sentença publicada no dia 30 de agosto de 2026, à pena de 28 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado.
A condenação representa o resultado do trabalho integrado entre investigação policial, perícia e sistema de Justiça, reforçando a atuação da Polícia Civil na elucidação de crimes violentos e na responsabilização de seus autores.





