• 31 de agosto de 2026
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LEGADO VALIOSO

Exposição “Patrimônio Material e Imaterial – da Arquitetura à Música” ocupa Rosa Bororo até 25 de novembro

Foto: Assessoria

A Secretaria Adjunta de Cultura e Juventude realiza a exposição “Patrimônio Material e Imaterial – da Arquitetura à Música” no Museu Rosa Bororo, que se encontra em frente à Praça Brasil, na esquina entre a Rua Arnaldo Estevão de Figueiredo e a Avenida Cuiabá, no Centro. A mostra está aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e segue até o dia 25 de novembro.

“Dentro da história, patrimônio é um conceito indispensável para se pensar a formação cultural do cidadão. E nessa mostra abordamos, com as obras expostas, temas tanto universais quanto estaduais e locais”, detalha um dos curadores da mostra, Carlos Henrique Ramos Silvério, que é gerente da Divisão de Patrimônio, Museu e Comunidades Tradicionais na Secretaria Adjunta de Cultura e Juventude.

Contrapondo o antigo e o contemporâneo, o abstrato e o concreto, o acervo exibido reflete a materialidade e a imaterialidade das tradições deixadas e, também, dos costumes, valores e crenças de outrora e dos que vêm sendo construídos no dia a dia tanto da nação brasileira quanto do Estado de Mato Grosso e da cultura rondonopolitana.

O moedor e o torrador de café assim como a cabaça que armazenava água a ser transportada em longos percursos fazem o público voltar ao passado. A economia de Rondonópolis é ressaltada com o carro de boi que carregava as commodities produzidas no município, fazendo referência ao agronegócio, segundo Carlos. Já o tear aciona uma memória universal, que é mencionada até mesmo em contos de fadas infantis. Também estão expostos o milho, o algodão e o arroz.

Durante o passeio pelo equipamento cultural, o visitante vai poder contemplar a viola tradicional e a viola de cocho e conhecer os estágios da construção desta última. “A viola de cocho é a versão mato-grossense da viola caipira, construída com materiais encontrados no Mato Grosso, como a cola oriunda da vesícula de piranha, as cordas de tripa de macaco bugio ou cervo do cerado”, explica o curador, chamando atenção para as cores pintadas no instrumento – outro registro notadamente estadual. Carlos ainda pontua: “Encontramos o patrimônio material no próprio objeto da viola de cocho e o imaterial na forma de fazer, com materiais encontrados no Mato Grosso”.

Na culinária, o pixé aparece como patrimônio material enquanto alimento e imaterial enquanto receita que tem seu jeito peculiar de ser produzido, com os ingredientes e a forma específica de cozinhá-lo.

Quando o olhar é lançado sobre a arquitetura, uma sobreposição entre o passado e o presente traz uma maquete de uma casa simples e rudimentar de adobe e outra de um edifício que rasga o céu. Paralelamente, no mobiliário e decoração de interiores, há o simples e o suntuoso, como uma cadeira requintada entalhada com detalhes feitos manualmente e um banquinho pequeno e modesto, além da moringa dialogando com um filtro de barro.

Vestimentas caipiras, lampiões a gás e alimentados com querosene, tapete original de couro de vaca, sela de cavalo, discos de vinil e um espaço dedicado à capoeira com atabaque, chocalho, berimbau e cordas coloridas que representam os níveis de graduação na capoeira são mais algumas peças exibidas na abordagem.

“Nossa ideia foi trazer um pouco do pantaneiro, do sulista, do nordestino e do mineiro, que são as culturas prevalentes na formação de Rondonópolis”, afirma o gerente.

Tem sido recorrente a presença de turmas escolares em praticamente todas as mostras que estão ocorrendo no Rosa Bororo, de acordo com Carlos. “Temos recebido, a cada exposição, aproximadamente mil estudantes, tanto de escolas públicas como privadas. Nessas visitações são promovidas oficinas sobre o assunto da mostra exposta no momento da visita”, comenta ele, que ainda acrescenta: “Mas acolhemos toda a população, sejam alunos de colégios e faculdades, idosos, jovens, crianças, famílias inteiras, turistas e trabalhadores locais, enfim, todas as pessoas que desejem conhecer um pouco de história e cultura são bem-vindas no Museu Rosa Bororo”.

Classes escolares ou de universidades que queiram agendar uma visita, podem entrar em contato pelo WhatsApp (66) 9 9675-8889.

Exposição “Patrimônio Material e Imaterial – da Arquitetura à Música” ocupa Rosa Bororo até 25 de novembro

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