Condenada por matar pai de amiga por interesse em herança é presa 14 anos após crime
Mulher de 49 anos tinha mandado de prisão definitiva e ainda deve cumprir 14 anos de reclusão; vítima foi morta a golpes de barra de ferro em uma fazenda de Tesouro Foto: Reprodução
Uma mulher de 49 anos, condenada por participação no assassinato do pai de uma amiga em uma propriedade rural de Tesouro, foi presa pela Polícia Civil de Mato Grosso na tarde de quinta-feira (13), em Campo Grande (MS). O homicídio ocorreu em agosto de 2012 e, segundo as investigações, teria sido motivado por interesses financeiros relacionados à fazenda e à expectativa de recebimento de herança.
A condenada estava com mandado de prisão definitiva expedido pela Vara Única da Comarca de Guiratinga. A condenação já havia transitado em julgado e a mulher ainda tem pena restante de 14 anos de reclusão, em regime fechado.
Após diligências investigativas, policiais civis de Mato Grosso identificaram que a procurada estava em Campo Grande. A prisão foi realizada pela Gerência Estadual de Polinter e Capturas e pela Delegacia de Guiratinga, com apoio da 5ª Delegacia de Polícia da capital sul-mato-grossense.
Vítima foi morta dentro do quarto
O crime ocorreu na madrugada de 18 de agosto de 2012, em uma fazenda localizada no distrito de Batovi, município de Tesouro. A vítima, um homem de 60 anos, foi assassinada dentro de um dos quartos da propriedade após ser atingida por golpes de barra de ferro.
As investigações conduzidas pela Delegacia de Guiratinga apontaram a participação de duas mulheres, que tinham 35 anos na época: a filha da vítima e uma amiga dela, esta última presa agora em Campo Grande.
Segundo a investigação, a motivação estaria ligada a interesses financeiros envolvendo a propriedade rural e à expectativa de recebimento de herança.
A Polícia Civil apurou que a filha teria participado diretamente da execução do homicídio, enquanto a amiga teria auxiliado na ação e na tentativa de construir uma versão de que a fazenda havia sido alvo de um assalto.
Tentativa de esconder vestígios
Após o assassinato, as envolvidas teriam tentado eliminar vestígios e descartado objetos relacionados ao crime em um rio próximo à propriedade.
Durante as diligências realizadas à época, policiais encontraram materiais e peças de roupa com possíveis manchas de sangue, posteriormente encaminhados para perícia.
A investigação também reuniu elementos sobre conflitos familiares envolvendo a vítima e questões patrimoniais relacionadas à propriedade rural, reforçando a linha investigativa de motivação financeira.
Após ser localizada e presa, a condenada foi encaminhada à 5ª Delegacia de Polícia de Campo Grande para os procedimentos legais e ficou à disposição da Justiça para cumprimento da pena.






