Polícia Civil mira grupo investigado por homicídio planejado e cumpre mandados em Mirassol D’Oeste e Vila Bela
Investigação aponta atuação de grupo criminoso com divisão de tarefas, uso de imóvel como base logística e tentativa de destruir provas após a execução da vítima Foto: Reprodução
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Ponto Cego para cumprir mandados contra investigados por participação no homicídio de José Carlos Toninato, executado a tiros no dia 1º de julho, em Mirassol D’Oeste. A ação busca avançar na identificação dos executores, colaboradores e possíveis mandantes do crime.
Ao todo, são cumpridos dois mandados de prisão temporária, sete mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares expedidas pela 3ª Vara Criminal de Mirassol D’Oeste. As ordens judiciais são executadas nos municípios de Mirassol D’Oeste e Vila Bela da Santíssima Trindade.
Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Mirassol D’Oeste, o homicídio foi cuidadosamente planejado e executado por um grupo criminoso com funções previamente definidas.
José Carlos Toninato foi morto em uma residência localizada entre os bairros Pôr do Sol e Morumbi. Conforme a apuração, quatro homens chegaram ao imóvel em um veículo. Três deles desembarcaram, arrombaram o portão e invadiram a casa. Dois suspeitos efetuaram os disparos contra a vítima utilizando uma espingarda calibre 12 e uma pistola calibre 9 milímetros, enquanto o quarto permaneceu no carro para garantir a fuga do grupo. Toda a ação durou cerca de um minuto.
As investigações apontam que os criminosos utilizaram um imóvel como base logística antes da execução. Imagens de câmeras de segurança permitiram reconstruir parte do trajeto percorrido pelos envolvidos antes e após o crime.
A Polícia Civil também identificou indícios de que integrantes da organização criminosa atuaram para eliminar provas, retirando ou inutilizando o cartão de memória das câmeras de segurança do imóvel utilizado como apoio.
A investigação ainda apura a participação de membros de uma facção criminosa, que teriam sido responsáveis pelo levantamento do endereço da vítima, condução do veículo utilizado na ação, apoio aos executores e ocultação dos envolvidos após o homicídio.
Os materiais apreendidos durante a operação serão submetidos à análise pericial para auxiliar na identificação de todos os participantes do crime. As investigações continuam para esclarecer completamente o caso e responsabilizar os envolvidos.
O nome da operação, Ponto Cego, faz referência à tentativa dos criminosos de impedir o registro e a recuperação das imagens de segurança, dificultando a identificação dos autores e a reconstrução da dinâmica do homicídio.






