Polícia Civil desarticula núcleo de facção criminosa e bloqueia mais de R$ 2 milhões
Operação cumpriu 40 ordens judiciais contra investigados por tráfico de drogas, tortura e movimentação financeira ilícita; duas pessoas também foram presas em flagrante durante a ação Foto: Reprodução
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (22), a Operação Hórus para desarticular um núcleo de uma facção criminosa que atuava em Guarantã do Norte e região. Ao todo, foram cumpridas 40 ordens judiciais, incluindo 10 mandados de prisão preventiva, 12 de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens.
As investigações apontam que o grupo criminoso estava envolvido com tráfico de drogas, tortura, movimentação financeira ilícita e outros crimes graves. Segundo a Polícia Civil, os integrantes possuíam funções definidas dentro da organização, atuando de forma coordenada para fortalecer as atividades da facção na região.
As decisões judiciais também determinaram o bloqueio patrimonial de mais de R$ 2 milhões. A medida busca enfraquecer a estrutura financeira da organização criminosa e impedir que recursos obtidos ilegalmente continuem financiando as ações do grupo.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais realizaram ainda duas prisões em flagrante: uma por tráfico de drogas e outra por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios de Guarantã do Norte, Novo Mundo e Paranaíta.
Investigação
A operação é resultado de uma investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Guarantã do Norte. Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil representou pelas medidas cautelares, que foram autorizadas pelo Poder Judiciário após parecer favorável do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Sinop.
Cerca de 50 policiais civis, entre delegados, investigadores e escrivães, participaram da operação, com apoio de unidades da região. As equipes atuaram simultaneamente para garantir o cumprimento das ordens judiciais, evitar fugas e impedir a destruição de provas.
Os presos foram encaminhados à Delegacia de Guarantã do Norte, onde passaram pelos procedimentos legais e permanecem à disposição da Justiça.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes e aprofundar a apuração sobre a movimentação financeira da organização criminosa.
A Operação Hórus recebeu esse nome em referência à divindade da mitologia egípcia associada à vigilância, à proteção e à justiça.






