Coronel Roveri desponta como favorito em chapa que reúne nomes de peso do Podemos para disputa da Câmara Federal
Ex-secretário de Segurança Pública entra na corrida com forte capital político acumulado no governo de Mato Grosso e enfrenta concorrência de lideranças tradicionais da política estadual Foto: Reprodução
A formação da chapa do Podemos para a disputa da Câmara dos Deputados em 2026 colocou no mesmo palanque alguns dos nomes mais conhecidos da política mato-grossense. Sob a coordenação do presidente estadual da legenda, Max Russi, o partido reuniu ex-ministros, deputados federais, prefeitos, vereadores e lideranças regionais com o objetivo de conquistar pelo menos uma cadeira em Brasília.
Entre todos os integrantes da nominata, porém, um nome tem chamado atenção nos bastidores políticos pela capacidade de crescimento eleitoral e pelo alcance estadual construído nos últimos anos: o coronel Roveri.
Ex-secretário de Estado de Segurança Pública, Roveri deixou o comando da pasta após três anos e três meses de gestão. Durante o período, percorreu praticamente todas as regiões de Mato Grosso, consolidando relacionamento com prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias, forças de segurança e representantes do setor produtivo. A exposição estadual proporcionada pelo cargo acabou criando uma base política que vai além de seu reduto de origem em Sinop.
Dentro do próprio Podemos, a avaliação de lideranças é que Roveri chega à disputa com um diferencial importante em relação aos demais concorrentes: a capacidade de conquistar votos orgânicos. Enquanto muitos pré-candidatos dependem de estruturas partidárias locais ou de grupos políticos específicos, o ex-secretário tem encontrado apoio espontâneo em diversas regiões do Estado, especialmente entre eleitores ligados às pautas de segurança pública e ao campo conservador.
A chapa do Podemos reúne nomes experientes. Entre eles estão o ex-ministro e ex-deputado federal Neri Geller, o deputado federal Nelson Barbudo, o ex-prefeito de Querência Fernando Gorgen, a vereadora Kalynka Meirelles, de Rondonópolis, a vereadora Gisa Barros, de Várzea Grande, a vereadora Katiuscia Mantelli, de Cuiabá, o pastor Marcos Ritella e o delegado Fred Murta. Algumas listas internas também incluem o ex-deputado Allan Kardec entre os nomes ligados ao projeto da legenda.
Neri Geller entra na disputa carregando a experiência de quem foi deputado federal, ministro tampão da Agricultura no governo Dilma Rousseff e secretário de Política Agrícola no governo Lula. Nelson Barbudo possui forte identificação com o eleitorado bolsonarista e já foi o deputado federal mais votado de Mato Grosso em 2018. Kalynka Meirelles aparece como uma das apostas para ampliar a participação feminina na chapa, especialmente na região sul do Estado.
Apesar dos nomes conhecidos, a leitura predominante nos bastidores é que Roveri reúne hoje um conjunto de fatores que o coloca em posição privilegiada dentro da disputa interna. Além da visibilidade conquistada à frente da Secretaria de Segurança Pública, seu nome não carrega desgastes eleitorais recentes e tem conseguido dialogar com diferentes segmentos da sociedade.
Outro fator observado por analistas políticos é que a segurança pública permanece entre as principais preocupações da população. Em um cenário onde o eleitor busca resultados concretos e experiências administrativas, a passagem de Roveri pela secretaria acaba se transformando em um ativo eleitoral relevante.
A expectativa dentro do Podemos é que a chapa alcance entre 220 mil e 230 mil votos, número considerado suficiente para disputar ao menos uma vaga na Câmara Federal. Nesse cenário, a tendência observada por lideranças partidárias e por interlocutores da política estadual é que o coronel Roveri aparece, neste momento, como o nome com maior potencial de crescimento dentro da nominata, entrando na pré-campanha como um dos principais favoritos da legenda para conquistar uma cadeira em Brasília.






