Rafaell Milas critica bolsonarismo, polarização e privilégios da classe política durante evento em Rondonópolis
Milas afirmou que a disputa entre lulismo e bolsonarismo tem atrasado o desenvolvimento do país Foto:
O pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Rafaell Milas, participou na noite deste sábado (30) de um happy hour promovido pelo Partido Missão, em Rondonópolis, reunindo apoiadores, familiares e representantes da imprensa. Durante entrevista exclusiva ao NMT, Milas fez críticas ao bolsonarismo, à polarização política nacional e aos privilégios da classe política no estado.
Segundo o pré-candidato, o bolsonarismo não representa a direita e tem contribuído para aprofundar a divisão política do país.
“Hoje, os principais candidatos ao Governo de Mato Grosso estão disputando o amor do Bolsonaro. Estão disputando para saber quem o Bolsonaro ama mais”, afirmou.
Milas argumentou que discussões ideológicas têm desviado a atenção dos problemas reais enfrentados pela população.
“Não temos energia barata, combustível barato. A vida em Mato Grosso é cara. É um estado rico em produção, mas cheio de privilégios que impedem a evolução”, declarou.

O pré-candidato também apresentou sua visão para o desenvolvimento do estado, defendendo investimentos em infraestrutura, logística e industrialização.
“Está chegando a hora de Mato Grosso ter um governador que imagine um estado com ferrovias de ponta a ponta, silos para armazenamento da produção, energia barata, habitação acessível e indústrias que atraiam pessoas para cá. Estou falando de projeto e prosperidade. Não ligo se Bolsonaro ou Lula gostam de mim”, disse.
Ainda durante a entrevista, Milas afirmou que a disputa entre lulismo e bolsonarismo tem atrasado o desenvolvimento do país. Para ele, o foco deve estar em propostas capazes de melhorar a qualidade de vida da população e impulsionar o crescimento econômico.
Ao final, o pré-candidato voltou a criticar os privilégios concedidos aos políticos e citou a Assembleia Legislativa de Mato Grosso como exemplo. Segundo ele, os altos valores destinados às verbas indenizatórias precisam ser debatidos.
“O político entra sabendo que vai ter de R$ 100 mil a R$ 150 mil para gastar, enquanto o trabalhador não tem isso. Sou contra privilégios e defendo mais transparência no uso do dinheiro público”, concluiu.






