Acusado de matar ex-companheira queimada viva em Paranatinga será julgado no dia 26 de maio
Julgamento foi adiado após defesa apresentar atestado médico; vítima morreu depois de ter 90% do corpo queimado Foto: Reprodução
A Justiça remarcou para o próximo dia 26 de maio o julgamento de Djavanderson de Oliveira de Araújo, acusado de matar a ex-companheira Juliana Valdivino da Silva, em Paranatinga. O júri popular estava previsto para acontecer nesta quinta-feira (21), na comarca do município, mas foi adiado após a advogada de defesa do réu apresentar atestado médico, impossibilitando sua participação na sessão.
A decisão pelo adiamento foi tomada para garantir o pleno exercício do direito de defesa e a regularidade dos atos processuais. O julgamento será presidido pelo juiz substituto Tiago Gonçalves dos Santos.
O crime aconteceu no dia 9 de setembro de 2024 e teve grande repercussão em Mato Grosso pela brutalidade. Conforme informações que constam no processo, o acusado teria atraído Juliana até a antiga residência do casal usando como justificativa um suposto atropelamento, alegando que precisava de ajuda.
No local, após uma discussão, Djavanderson teria jogado combustível sobre a vítima e ateado fogo. Juliana sofreu queimaduras em aproximadamente 90% da superfície corporal e morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos.
O acusado foi pronunciado por homicídio qualificado por motivo fútil, em razão do inconformismo com o término do relacionamento, além das qualificadoras de emprego de fogo, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.
Segundo informações do processo, Djavanderson permanece preso preventivamente enquanto aguarda o julgamento pelo Tribunal do Júri.






