• 13 de maio de 2026
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JUSTIÇA

Trio é condenado a mais de 100 anos por sequestro e assassinato de adolescente em Primavera do Leste

Crime ocorreu em 2023 e, até hoje, o corpo da vítima não foi localizado; Ministério Público apontou atuação ligada a facção criminosa
Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri de Primavera do Leste condenou João Vitor Aires da Silva, Lucas de Sousa Barbosa e Wuitalo Yan Vieira da Silva a mais de 100 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo sequestro e assassinato da adolescente Maíza Aparecida Souza Santos, de 15 anos. O julgamento foi realizado nesta semana e contou com a atuação das promotoras de Justiça Tessaline Higuchi e Élide Manzini de Campos.

Conforme a sentença, João Vitor Aires da Silva foi condenado a 28 anos, 8 meses e 10 dias de reclusão. Já Lucas de Sousa Barbosa recebeu pena de 39 anos, 11 meses e 15 dias de prisão, enquanto Wuitalo Yan Vieira da Silva foi condenado a 31 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime ocorreu no dia 27 de novembro de 2023. A adolescente foi atraída até a Avenida Belo Horizonte, na região Centro-Leste de Primavera do Leste, onde entrou em um veículo ocupado pelos acusados.

Segundo as investigações, a vítima foi levada contra a própria vontade até uma área isolada às margens do Rio das Mortes, onde acabou assassinada. O corpo da adolescente foi ocultado e, até o momento, não foi localizado pelas autoridades.

Ainda conforme o Ministério Público, os acusados agiram em conjunto e submeteram a adolescente a uma espécie de “tribunal do crime”, prática atribuída a facções criminosas. A motivação do homicídio teria sido a suspeita de que a vítima possuía ligação com uma facção rival e também por publicações consideradas ofensivas feitas em redes sociais.

Na sentença, a juíza-presidente da Primeira Vara Criminal de Primavera do Leste destacou a elevada gravidade dos crimes, praticados com violência e em contexto de organização criminosa.

A magistrada ressaltou ainda que os réus atuaram em uma dinâmica de “execução sumária” e imposição de punições paralelas ao Estado, circunstâncias que aumentaram a reprovabilidade das condutas e contribuíram para a fixação das penas elevadas.