• 4 de maio de 2026
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EDUCAÇÃO

Câmara aprova projeto que fortalece história da resistência negra nas escolas de Primavera

Projeto Tereza de Benguela tem objetivo de combate ao racismo por meio da educação
Foto: Reprodução

Foi aprovado por unanimidade na sessão desta segunda-feira, (4), o Projeto de Lei nº 2016/2026 que institui o projeto “Tereza de Benguela” nas escolas municipais de Primavera do Leste. A iniciativa, de autoria das vereadoras Karla da Saúde e Professora Rubia Longhi, visa fomentar o conhecimento histórico, igualdade racial e de gênero desde a educação básica.

De acordo com o texto, o projeto deve ser realizado anualmente nas unidades da rede municipal, com preferência no mês de julho, para marcar o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

Segundo a justificativa, o projeto visa promover o conhecimento histórico e

cultural, muitas vezes pouco explorado no ambiente escolar, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes, críticos e respeitosos. Além disso, busca valorizar a cultura afro-brasileira e reconhecer o protagonismo feminino negro, fortalecendo a identidade e o respeito à diversidade.

O texto destaca ainda o combate ao racismo e a todas as formas de discriminação, por meio da educação, considerada uma das ferramentas mais eficazes para a transformação social. Ao incentivar o debate sobre igualdade racial e de gênero, o projeto contribui diretamente para a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e igualitária.

 

Quem foi Tereza de Benguela 

Tereza de Benguela foi uma líder quilombola brasileira do século XVIII que comandou o Quilombo do Piolho (ou Quariterê), no Mato Grosso, por duas décadas. Conhecida como “Rainha Tereza”, ela organizou a resistência contra a escravidão, liderando uma comunidade de negros e indígenas com forte produção agrícola e defesa militar.

Tereza assumiu o comando do Quilombo do Piolho após a morte de seu companheiro, José Piolho, por volta de 1750. Coordenou a estrutura política, econômica e administrativa do quilombo, que era um dos maiores da região, abrigando mais de 100 pessoas.

Sob sua liderança, o quilombo cultivava alimentos (algodão, milho, feijão, mandioca) e trocava produtos, resistindo fortemente às forças coloniais portuguesas.

O dia 25 de julho é o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituído pela Lei nº 12.987/2014 para celebrar a luta das mulheres negras no Brasil.