• 16 de abril de 2026
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POLÍTICA

“Pare de fazer política e comece a governar”, dispara Júlio Campos ao rebater críticas de Abílio Brunini em Cuiabá

Deputado estadual reage a ataques do prefeito da capital, questiona postura política e cobra foco na gestão diante de problemas na saúde e infraestrutura
Foto: Reprodução

O deputado estadual Júlio Campos subiu o tom nesta semana ao comentar, em conversa com a imprensa na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, as críticas feitas pelo prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini. Em uma fala direta e sem rodeios, o parlamentar classificou como “injusta e infeliz” a postura do gestor municipal e afirmou que o chefe do Executivo da capital precisa deixar o discurso político de lado para assumir, de fato, o papel de administrador.

Segundo Júlio Campos, as declarações de Abílio precisam ser analisadas dentro de um contexto de comportamento oscilante. “Toda crítica vinda do prefeito principal de Cuiabá a gente tem que ter relevância, porque depende do momento que ele faz, depende da hora, ele tem aqueles altos e baixos”, afirmou. O deputado lembrou que, recentemente, o próprio prefeito esteve na Assembleia em busca de apoio político, inclusive participando de encontros com parlamentares.

O ponto central do embate gira em torno de uma lei aprovada pela Assembleia que redefiniu divisas territoriais envolvendo o município de Santo Antônio de Leverger. A proposta, de autoria do deputado Wilson Santos, acabou gerando reação por parte do prefeito cuiabano, especialmente por envolver a área onde está localizado o Hospital Universitário Júlio Müller.

Júlio Campos explicou que a mudança territorial ocorreu como forma de compensação após perdas de áreas de Leverger para o município de Campo Verde. No entanto, reconheceu que a tramitação da matéria ocorreu sem um debate mais aprofundado. Ainda assim, criticou a forma como Abílio conduziu a reação pública. “Ele devia agradecer o apoio da Assembleia, mas preferiu criticar os deputados”, disparou.

Sobre o Hospital Universitário, o parlamentar foi enfático ao afirmar que a discussão municipal é secundária diante da natureza da unidade. “O hospital não tem nada a ver com a prefeitura de Cuiabá. Ele atende o Estado inteiro e é mantido pelo Ministério da Educação, através da Ebserh. Não importa se está em Cuiabá, Várzea Grande ou Leverger”, pontuou.

Na avaliação do deputado, a reação do prefeito está diretamente ligada ao ambiente político e à antecipação de movimentos eleitorais. Júlio Campos sugeriu que Abílio estaria mirando o fortalecimento de um projeto familiar dentro da Assembleia Legislativa, ao mencionar o interesse na eleição da esposa, a vereadora Samanta. “Isso é coisa de política. Ele vive fazendo política o dia inteiro”, afirmou.

O deputado também ampliou as críticas ao desempenho administrativo da Prefeitura de Cuiabá, citando problemas recorrentes na cidade. Segundo ele, enquanto o prefeito se envolve em agendas políticas e viagens, a população enfrenta dificuldades básicas. “Cuiabá está esburacada, cheia de mato, a saúde pública é um caos”, disse, mencionando reportagens que mostram unidades de saúde com estrutura precária, falta de medicamentos e equipamentos.

Em tom de cobrança, Júlio Campos fez um apelo direto ao prefeito: “Pare, Abílio. Você não é mais deputado nem vereador. Você é prefeito. Tem que governar, cuidar da gestão e melhorar os serviços públicos”.

A fala expõe não apenas um embate pontual, mas um clima crescente de tensão entre Executivo municipal e Legislativo estadual, com sinais claros de que o cenário político já começa a se movimentar com olhos voltados para os próximos ciclos eleitorais.

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