Policial penal é condenado após investigação apontar esquema dentro de cadeia em MT
Servidor cobrava cerca de R$ 2,5 mil por aparelho e foi alvo de investigação da Polícia Civil Foto: Materiais apreendidos após envio à Cadeia Pública de Tangará da Serra (MT) — Foto: Reprodução
Um policial penal foi condenado a 11 anos de prisão por facilitar a entrada de celulares dentro da Cadeia Pública de Tangará da Serra, em Mato Grosso.
De acordo com a decisão judicial, o agente cobrava cerca de R$ 2,5 mil por cada aparelho levado ao interior da unidade prisional.
A sentença foi assinada pelo juiz da 1ª Vara Criminal do município, que também determinou a perda do cargo público e do porte de arma. Apesar da condenação, o servidor poderá responder em liberdade até o trânsito em julgado.
O policial foi preso no ano passado durante a Operação Infiltrados, conduzida pela Polícia Civil, que apontou o uso da função pública para introduzir celulares e outros materiais ilícitos no presídio.
Durante o processo, a defesa alegou falta de provas e questionou a denúncia apresentada pelo Ministério Público, mas os argumentos foram rejeitados pela Justiça.
Na decisão, o magistrado destacou que não houve prejuízo à defesa e que as provas apresentadas, incluindo imagens de câmeras de segurança e depoimentos, são coerentes e suficientes para a condenação.
Antes da operação, o policial foi monitorado e flagrado recebendo uma sacola contendo diversos celulares, que seriam levados para dentro da unidade.
Segundo o delegado responsável pela investigação, a condenação representa uma resposta importante para a segurança pública, especialmente diante da atuação de organizações criminosas que operam de dentro dos presídios.
O caso reforça o papel das investigações no combate a práticas ilegais dentro do sistema penitenciário e segue como exemplo de atuação contra crimes que impactam diretamente a segurança da sociedade.





