Filhas planejam e executam morte da própria mãe por dinheiro, diz polícia
Investigação aponta premeditação, emboscada e tentativa de ocultação do crime no Tocantins Foto: Reprodução/Gurupi Memes
A Polícia Civil do Tocantins indiciou duas mulheres e o pai delas pelo envolvimento na morte da empresária e servidora pública Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, de 55 anos.
Segundo as investigações, as filhas foram responsáveis pelo planejamento e execução do crime, enquanto o pai teria atuado na tentativa de ocultar provas e atrapalhar as investigações.
O corpo da vítima foi encontrado no dia 1º de janeiro de 2026, em um rio, após ela desaparecer logo após o Natal.
De acordo com o inquérito, o crime foi motivado por conflitos financeiros dentro da família. As filhas buscavam assumir o controle total das finanças e da empresa familiar, o que gerava constantes desentendimentos com a mãe.
A investigação aponta que o crime foi premeditado. Ainda em novembro de 2025, as suspeitas teriam comprado um celular e criado uma linha em nome da vítima. Após o assassinato, utilizaram o aparelho para enviar mensagens à família, simulando que a mulher havia saído por vontade própria, com o objetivo de atrasar as buscas.
No dia do crime, a vítima foi atraída sob o pretexto de fazer compras. Durante o retorno, ela foi levada para uma área rural, onde foi morta com golpes de faca.
As investigações também indicam que as duas filhas estavam no local do crime, com base em dados de telefonia e localização.
Após o homicídio, uma das suspeitas teria vendido o celular da vítima e tentado manter aparência de normalidade, enquanto o corpo era ocultado.
O pai das suspeitas foi indiciado por supostamente apagar mensagens e omitir informações relevantes, embora não haja indícios de participação direta na execução do crime.
O caso foi enquadrado como feminicídio por ter ocorrido no contexto de violência doméstica e familiar.
A defesa dos investigados afirmou que o relatório policial possui lacunas e que irá contestar as acusações na Justiça.






