• 31 de março de 2026
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CRISE PARTIDÁRIA

Mauro Mendes reage à implosão do PRD em Mato Grosso e aponta “compra de partido” nos bastidores políticos

Governador critica intervenção nacional que tirou Mauro Carvalho do comando estadual e indica articulação para fortalecer grupo adversário no Estado
Foto: Reprodução

A crise que desestruturou o diretório estadual do PRD em Mato Grosso ganhou contornos ainda mais duros após a reação pública do governador (União Brasil) Mauro Mendes, que classificou o movimento como uma manobra política articulada para enfraquecer seu grupo e redesenhar o tabuleiro eleitoral no Estado. A fala ocorre após a destituição de (PRD) Mauro Carvalho do comando da sigla, em um movimento que, nos bastidores, já é interpretado como alinhamento do partido ao senador (PL) Wellington Fagundes.

Sem rodeios, o governador adotou um tom direto ao comentar a intervenção nacional que desmontou a estrutura partidária construída localmente. “Claro que é, né, gente? Claro que é. Se tem dúvida, pode ser. Você acha que cai do céu uma intervenção em um partido com chapa montada?”, disparou, deixando claro que, para ele, não há qualquer espontaneidade no processo.

A crítica se aprofundou ao abordar o que considera práticas antigas da política brasileira. Em um dos trechos mais incisivos, Mendes ironizou a situação e elevou o nível do ataque ao sugerir negociação de bastidores envolvendo a legenda. “Só não suspeita o Papai Noel. Porque ele não faria isso. Mas o resto, os políticos da oposição… Não quero acusar ninguém antes que eu tenha certeza, mas no Brasil sempre existe alguém pronto para vender um partido e alguém pronto para comprar partido”, afirmou.

A declaração vai além da disputa interna e expõe um embate mais amplo sobre o modelo de construção política no Estado. Para o governador, o episódio revela um tipo de prática que estaria na contramão do que a população espera. “Comprar e vender partido mostra o DNA da pior espécie de políticos que possa existir”, completou.

O ponto mais sensível, no entanto, está no timing da decisão da direção nacional do PRD, destacado pelo próprio Mendes como elemento central da crise. Segundo ele, a intervenção ocorreu quando o grupo já havia avançado na organização eleitoral. “Faltando quatro dias para terminar, quando a gente instituiu uma comissão que estava com a chapa montada para a estadual, terminando de montar uma chapa federal”, relatou, reforçando a tese de que houve um movimento calculado para inviabilizar o projeto político liderado por seu aliado.

Na prática, a reação da base aliada já começou a redesenhar o cenário. Lideranças próximas ao governador se reuniram e definiram que os pré-candidatos que estavam no PRD — tanto para deputado estadual quanto federal — serão realocados em outras siglas do campo governista, como Podemos, Republicanos e PSDB, preservando a estratégia eleitoral do grupo e evitando a dispersão de candidaturas.

O episódio escancara uma disputa que ultrapassa os limites partidários e entra diretamente no terreno da sucessão estadual. Ao elevar o tom e expor o que chama de “velha política”, Mauro Mendes sinaliza que não pretende recuar diante da movimentação e já reposiciona seu grupo para o próximo embate eleitoral, em um cenário que, cada vez mais, aponta para uma polarização antecipada no Mato Grosso.

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