• 25 de março de 2026
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POLÍTICA

Em meio à crise no União, deputado admite saída e indica caminho para o PRD em Mato Grosso

Declaração à rádio Difusora expõe racha interno e aproximação definitiva com grupo de Mauro Mendes
Foto: Reprodução

A crise interna no União Brasil em Mato Grosso ganhou um novo capítulo — e desta vez sem margem para dúvida. Em entrevista à rádio Difusora, o deputado deixou claro que a permanência no partido está por um fio e que a saída passou a ser uma possibilidade concreta dentro das articulações políticas em curso.

O discurso, embora ainda formalmente cauteloso, já aponta na prática para um desembarque. O próprio parlamentar admite que há um movimento dentro do partido defendendo sua saída para abrir espaço a novas lideranças e viabilizar composições para a disputa de deputado estadual.

“Todos estão vendo que poderia ser mais viável eu sair do partido para ajudar uma composição”, afirmou, ao reconhecer que a discussão já ultrapassou o campo interno e entrou na fase de decisão.

Apesar de dizer que gostaria de permanecer no União Brasil, o deputado confirmou que o cenário está aberto e com prazo curto. Segundo ele, a definição precisa ocorrer até o início de abril, diante da movimentação de outros nomes que aguardam a reorganização partidária para decidir seus próprios caminhos.

Nos bastidores, a fala não surpreende. O União Brasil em Mato Grosso vive um esvaziamento progressivo, marcado por uma disputa pública entre o grupo dos irmãos Júlio e Jayme Campos e a ala ligada ao governador Mauro Mendes. A convivência entre esses dois campos deixou de ser harmônica há tempos e hoje se traduz em um ambiente de instabilidade dentro da legenda.

A sinalização do deputado reforça esse movimento de divisão. Ao listar os convites recebidos, ele expõe que já está em negociação com outras siglas, incluindo Republicanos, Podemos, MDB e PRD. Mas é justamente ao falar do PRD que o tom muda.

“Se acontecer, a tendência natural é ir para o PRD”, disse, ao destacar sua relação direta com a construção do partido no estado e a proximidade com lideranças locais.

O detalhe não é pequeno. O PRD em Mato Grosso é presidido pelo empresário Mauro Carvalho, ex-chefe da Casa Civil e um dos nomes mais próximos do governador Mauro Mendes. Ou seja, mais do que uma simples troca partidária, o movimento sinaliza alinhamento político.

A ida para o PRD colocaria o deputado, de forma clara, dentro do grupo do governador, em um momento em que o União Brasil perde força interna e vê sua base se fragmentar.

Ao mesmo tempo, o parlamentar fez questão de delimitar seu posicionamento ideológico, afastando qualquer possibilidade de migração para partidos de esquerda. “Não vou para nenhum partido de esquerda, isso jamais”, afirmou, ao se definir como de centro-direita e defensor do diálogo.

No fim, o discurso deixa uma conclusão evidente: a decisão pode até não estar formalizada, mas politicamente já está desenhada. O que resta agora é o anúncio.

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