Operação Via Paralela mira esquema de celulares com participação de policiais penais em presídio de MT
Ação da Polícia Civil cumpre mandados contra investigados por corrupção e associação criminosa dentro de unidade prisional Foto: Reprodução
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta sexta-feira a Operação Via Paralela para desarticular um esquema de entrada e comercialização ilegal de aparelhos celulares no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos, unidade prisional localizada em Várzea Grande.
Ao todo, são cumpridos seis mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão domiciliar. As investigações estão sob responsabilidade da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
Conforme apurado, policiais penais se aproveitavam do acesso facilitado à unidade para introduzir celulares, que eram posteriormente revendidos aos detentos. Um dos reeducandos exercia papel central no esquema, coordenando a distribuição interna dos aparelhos e garantindo o repasse de vantagens indevidas aos servidores envolvidos.
As investigações apontam que, nos dias de folga, os policiais penais buscavam os aparelhos com fornecedores externos e os levavam até o presídio. Dentro da unidade, os dispositivos eram escondidos em pontos estratégicos e recolhidos por outro interno com livre circulação, que fazia a entrega ao comprador. Cada celular era cobrado entre R$ 400 e R$ 800, havendo registros de até oito aparelhos ingressando de uma só vez.
O inquérito apura crimes de associação criminosa, corrupção passiva majorada e ingresso ilegal de aparelho telefônico em unidade prisional. Pelo menos seis pessoas são investigadas, entre elas dois policiais penais, detentos e a esposa de um dos presos.
A Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso informou, por meio da Corregedoria-Geral, que acompanha o cumprimento das ordens judiciais e adotará as medidas administrativas cabíveis em relação aos servidores envolvidos.






