O volume excessivo de chuvas tem provocado prejuízos diretos à safra e paralisado as atividades no campo em Marcelândia, no norte do Estado. Com aproximadamente 2,3 mil milímetros acumulados — acima da média histórica anual de 1,8 mil — produtores enfrentam dificuldades para colher a soja, implantar o milho safrinha e escoar a produção.
Presidente do Sindicato Rural do município, Marcelo Cordeiro afirma que o solo encharcado tornou áreas temporariamente improdutivas. Máquinas atolam tanto na colheita quanto no plantio, enquanto estradas de terra e pontes danificadas comprometem o transporte. “Vivemos um ano atípico. Está impraticável”, resumiu ao Canal Rural Mato Grosso.
A estimativa é de perda de cerca de 15% na produção de soja, percentual que, segundo o dirigente, representa praticamente toda a margem de lucro do produtor. Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta redução significativa, considerando grãos avariados e descontos por alta umidade.
Entidades do agro cobram apoio do Governo de Mato Grosso e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, incluindo medidas emergenciais e a suspensão do Fethab 2. A preocupação cresce diante da previsão de que o acumulado possa se aproximar dos 3 mil milímetros até o fim de março, agravando ainda mais o cenário no campo.