• 24 de fevereiro de 2026
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POLÍTICA

RACHA NO PL: Luciana Horta sobe o tom, tensiona o PL e transforma críticas em palanque

Vereadora amplia ataques à gestão Cláudio Ferreira, ignora passivos históricos e reforça movimento de distanciamento político em meio a articulações para 2026
Foto: Reprodução

O que começou como ruído de bastidor já virou barulho de plenário. A vereadora Luciana Horta, eleita no mesmo campo político do prefeito Cláudio Ferreira, tem adotado um tom cada vez mais ácido e público contra a gestão municipal, num movimento que, para aliados do Executivo, soa menos como fiscalização e mais como reposicionamento político calculado.

Nos últimos dias, a parlamentar intensificou críticas à situação de infraestrutura dos bairros Altamirando 2 e Maria Amélia 2, áreas que carregam problemas estruturais herdados de anos e entregues sem a devida base urbanística ainda na gestão de José Carlos do Pátio. Trata-se de passivos históricos conhecidos por qualquer gestor minimamente atento, mas que, na narrativa da vereadora, aparecem como se fossem responsabilidade exclusiva de um governo que mal completou um ano, numa leitura que ignora a cronologia dos fatos e simplifica um problema complexo para caber no discurso.

A mesma lógica foi aplicada ao CEADAS. Ao classificar como “vergonha inadmissível” as filas na madrugada, Luciana optou por um recorte conveniente, deixando de lado que o fluxo de marcação de exames passa prioritariamente pelas unidades básicas e que o encaixe presencial é reflexo de uma demanda reprimida que se arrasta há décadas. A crítica, embora encontre eco na frustração da população, veio desprovida de contexto técnico, reforçando a percepção de que o alvo principal não é o problema em si, mas a exposição pública.

Nos corredores da política, a leitura é direta: a vereadora de primeiro mandato já se movimenta como pré-candidata a deputada estadual e, nesse tabuleiro, subir o tom contra o próprio campo político virou estratégia para ganhar musculatura eleitoral e ocupar espaço no debate público. A crítica, nesse cenário, deixa de ser apenas instrumento de cobrança e passa a funcionar como vitrine.

Procurado, o prefeito Cláudio Ferreira reagiu com uma mistura de resignação e recado político. “Desde o início do mandato foi muito difícil, isso acontece. Entendo que a vereadora tem um projeto político e, se ela quis ser oposição e acha que isso é bom, paciência. Ninguém é obrigado a caminhar junto se não está de acordo”, afirmou, numa declaração que, na prática, confirma o distanciamento e oficializa o clima de rompimento dentro do próprio grupo que venceu as eleições.

O episódio expõe mais do que divergências administrativas: revela uma disputa por espaço, narrativa e protagonismo que antecipa o clima eleitoral e transforma a relação entre aliados em um campo aberto de tensão, onde cada crítica carrega menos ingenuidade e mais cálculo político. Se antes o desalinhamento era sussurrado, agora é dito em voz alta — e com plateia.

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