Jovem é resgatada após cárcere privado e agressões do ex-companheiro em Primavera do Leste
Mulher de 24 anos tinha medida protetiva contra o suspeito, que foi preso em flagrante por tráfico, violência doméstica e ameaça Foto: Reprodução
Uma mulher de 24 anos foi resgatada pela Polícia Militar na tarde deste sábado (22), após ser mantida em cárcere privado pelo ex-companheiro, também de 24 anos, em Primavera do Leste.
O caso veio à tona depois que a mãe da vítima acionou a polícia ao perceber que a filha estava sendo impedida de deixar a residência. A jovem já possuía medida protetiva de urgência contra o suspeito.
Ao chegarem ao endereço informado, os policiais ouviram o choro da vítima vindo do interior do imóvel. Diante da situação de flagrante, a equipe entrou na quitinete e encontrou o casal no local. A mulher apresentava sinais visíveis de abalo emocional e vermelhidão no rosto.
À polícia, ela relatou que estava com uma amiga em uma distribuidora quando o ex-companheiro apareceu e a levou à força até a residência. No interior do imóvel, segundo a vítima, o homem passou a agredi-la com um cabo de vassoura, atingindo suas pernas. Ela também afirmou ter sido puxada pelos cabelos, recebido tapas no rosto e sofrido ameaças de morte.
A jovem declarou ainda que foi impedida de sair da quitinete e de manter contato com familiares. Conforme o relato, as agressões e ameaças ocorreram de forma contínua e só cessaram com a chegada das equipes policiais. Ela contou que tentou pedir socorro pela janela, mas não obteve ajuda, alegando que o suspeito seria integrante de facção criminosa e conhecido na região.
Durante buscas no imóvel, os policiais localizaram porções de substância análoga à cocaína, que, segundo a corporação, seriam destinadas ao tráfico.
De acordo com a Polícia Militar, o suspeito possui antecedentes criminais por tráfico de drogas e por crimes enquadrados na Lei Maria da Penha. Ele havia deixado o sistema prisional recentemente.
O homem foi preso em flagrante e encaminhado à Central de Flagrantes. Ele deve responder por tráfico ilícito de drogas, cárcere privado, lesão corporal, violação de medida protetiva de urgência e ameaça. O uso de algemas foi justificado pelo risco de fuga e para garantir a segurança da vítima e dos policiais envolvidos na ocorrência.






