• 10 de fevereiro de 2026
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EMERGÊNCIA

Prefeitura de Colíder decreta situação de emergência após chuvas e estima mais de R$ 3,4 milhões em prejuízos na zona rural

Relatório técnico aponta danos severos em quase mil quilômetros de estradas vicinais, isolamento de comunidades e impactos diretos em transporte, saúde, educação e produção agrícola
Foto: Reprodução

A prefeitura decretou, nesta terça-feira, situação de emergência por seis meses em razão dos prejuízos provocados pelas fortes chuvas que atingem o município desde o fim de dezembro. A medida tem como base um relatório técnico que aponta danos estruturais graves em estradas vicinais, pontes e bueiros, além de alagamentos, erosões e isolamento de comunidades rurais.

De acordo com a administração municipal, os gastos emergenciais já ultrapassam R$ 992 mil, e a estimativa é de que sejam necessários cerca de R$ 2,5 milhões adicionais para a recuperação e readequação da malha viária rural afetada, especialmente em trechos estratégicos para o escoamento da produção e a mobilidade da população.

O levantamento técnico indica que aproximadamente 956 quilômetros de estradas rurais sofreram impactos diretos. O elevado volume de chuvas provocou transbordamento de rios e córregos, saturação do solo, formação de atoleiros, erosões profundas e deslizamentos de terra, comprometendo de forma significativa a trafegabilidade.

Os danos dificultam ou, em alguns pontos, impedem completamente o tráfego de veículos de passeio, transporte escolar e caminhões de carga. Houve registro de rompimento de bueiros e queda de pontilhões, afetando vias consideradas essenciais para a agricultura e o deslocamento de moradores. Como consequência, comunidades rurais e assentamentos ficaram parcialmente isolados, com dificuldades no acesso a serviços básicos e no atendimento de situações de emergência.

O impacto atinge diretamente cerca de 6 mil moradores da zona rural. Na educação, há risco de suspensão do transporte escolar em trechos considerados inseguros. Na saúde, equipes enfrentam obstáculos para chegar às comunidades e realizar atendimentos domiciliares. Já na agricultura — principal base econômica local — o cenário compromete o escoamento da produção de grãos e o transporte de gado, justamente em período de colheita, quando o fluxo de veículos pesados se intensifica.

Com o decreto de emergência, o município fica autorizado a mobilizar todos os órgãos da administração pública para ações de resposta ao desastre, restabelecimento de serviços essenciais e assistência à população. A medida também permite contratações emergenciais com dispensa de licitação para aquisição de bens, serviços e obras necessárias ao enfrentamento da situação e à recuperação das áreas afetadas.

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