• 6 de maio de 2026
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OPERAÇÃO FRUTO OCULTO

Polícia Civil deflagra operação contra organização criminosa que movimentou R$ 50 milhões com tráfico de drogas

75 ordens judiciais foram cumpridas nesta operação
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Nas primeiras horas desta sexta-feira (4), o Estado de Mato Grosso foi palco de uma das maiores ofensivas já vistas contra o crime organizado: a Operação Fruto Oculto, deflagrada pela Polícia Civil, escancarou o esquema milionário de uma facção criminosa que há anos atuava na surdina no norte do estado e em outros dois estados brasileiros.

A ação é de tirar o fôlego: 75 ordens judiciais estão sendo cumpridas, incluindo 24 prisões preventivas, 29 mandados de busca e apreensão, bloqueio de R$ 50 milhões em contas bancárias, suspensão de empresas fantasmas, além do sequestro de um apartamento de luxo em Cuiabá e apreensão de veículos.

A facção, investigada pela Delegacia de Paranaíta, é acusada de comandar uma rede criminosa que mistura tráfico pesado, lavagem de dinheiro, uso de menores no crime e empresas de fachada para ocultar fortunas. Segundo os investigadores, os criminosos movimentavam milhões com “lojinhas” de drogas espalhadas por várias cidades como Paranaíta, Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Pontes e Lacerda, Terra Nova do Norte (MT), além de cidades em São Paulo e Amazonas.

Investigação de longa data

Tudo começou com denúncias anônimas em 2024. De lá pra cá, a Polícia foi conectando as peças até chegar ao verdadeiro “coração financeiro” da facção. Em junho do ano passado, uma fase preliminar da operação já havia prendido dois faccionados e apreendido drogas pesadas, armas de fogo e munições de uso restrito.

Lavagem de dinheiro com fachada religiosa

Quatro empresas foram identificadas como “esquentadoras” do dinheiro sujo da facção, incluindo uma loja de artigos religiosos, que funcionava normalmente em Cuiabá. A máscara caiu: todas tiveram as atividades suspensas por decisão judicial. Um dos sócios, morador do Amazonas, também é alvo da operação. “O objetivo era claro: descapitalizar a facção. Cortar o dinheiro é enfraquecer o poder desses criminosos”, explicou a delegada Paula Moreira Barbosa, responsável pela investigação.

Nome simbólico

Fruto Oculto faz referência direta ao dinheiro sujo escondido em negócios aparentemente legais — uma tentativa desesperada da facção de camuflar sua fortuna ilícita.

Força policial de peso

A operação mobilizou dezenas de agentes da Polícia Civil, com reforço das regionais de Alta Floresta, Guarantã do Norte e de equipes especializadas da GCCO, DRACO, DENARC, GOE, DERF, DERFVA e Delegacia de Estelionato de Cuiabá. Fora do estado, os mandados foram cumpridos com apoio das polícias civis de Coari (AM) e São Paulo, incluindo a poderosa 6ª Delegacia de Facção e Lavagem da DEIC.