Zé Medeiros lamenta “show de horrores” no STF e cobra Senado com coragem para investigar abusos da Corte
Deputado federal e candidato ao Senado criticou julgamento envolvendo Alexandre de Moraes e defendeu atuação mais incisiva da Casa diante de eventuais abusos atribuídos a ministros do Supremo Foto: Reprodução
O deputado federal e candidato ao Senado por Mato Grosso, Zé Medeiros (PL), classificou como um “show de horrores” o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo um pedido de investigação relacionado ao ministro Alexandre de Moraes. O parlamentar criticou a condução do caso e afirmou que o episódio reforça, na avaliação dele, a necessidade de um Senado mais atuante na fiscalização dos integrantes da Corte.
Medeiros afirmou ter acompanhado o julgamento com “revolta” e “tristeza” e acusou o Supremo de ultrapassar os limites de sua atuação institucional. As declarações representam a avaliação política do candidato sobre o episódio.
“É um misto de sentimento de revolta com uma tristeza profunda em estar em um país onde tantas coisas ruins acontecem ao mesmo tempo. O que se viu nesse julgamento do STF foi mais uma ação da Suprema Corte para destruir a democracia brasileira, se tornando um superpoder, acima de todos os outros e, o que é pior, atuando para tentar impedir uma investigação de corrupção que envolve um membro da Corte. É inadmissível que nosso Judiciário tenha se transformado nisso que vimos durante esse julgamento”, declarou.
O candidato também voltou suas críticas ao Senado e afirmou que a Casa deveria exercer de forma mais incisiva as competências constitucionais relacionadas à fiscalização e ao julgamento de eventuais crimes de responsabilidade atribuídos a ministros do Supremo.
Segundo Medeiros, pedidos de impeachment apresentados contra integrantes do STF, especialmente Alexandre de Moraes, deveriam ter recebido maior atenção do Senado. A apresentação de um pedido de impeachment, entretanto, não significa, por si só, que tenha sido comprovada a prática de crime de responsabilidade.
“A importância de termos um Senado forte é justamente para impedir que esse tipo de problema, que envergonha e causa indignação na população brasileira, continue acontecendo. Se o Senado tivesse colocado à frente os pedidos de impeachment contra os ministros do STF que cometeram crimes, hoje não teríamos esse monstro que se transformou o Poder Judiciário”, afirmou.
A Constituição Federal atribui ao Senado a competência para processar e julgar ministros do Supremo Tribunal Federal nos casos de crimes de responsabilidade. A Casa também participa diretamente da composição do STF, já que cabe aos senadores sabatinar e decidir sobre a aprovação dos nomes indicados pela Presidência da República para ocupar vagas no Supremo.
O tema ganha espaço no debate eleitoral deste ano porque 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa, o equivalente a dois terços da Casa. Os candidatos eleitos terão mandato de oito anos.
Para Medeiros, a renovação do Senado representa uma oportunidade para alterar a postura da Casa diante do Supremo e ampliar a fiscalização sobre eventuais abusos cometidos por integrantes do Judiciário. A relação entre os Poderes e os instrumentos constitucionais de controle devem permanecer entre os assuntos debatidos durante a campanha eleitoral de 2026.






