Após quase 6 anos, mulher investigada por homicídio em Primavera do Leste é presa em MG
Suspeita era considerada foragida da Justiça e foi localizada durante operação integrada das forças de segurança em Uberlândia Foto: Reprodução
Uma mulher investigada por participação em um homicídio ocorrido em Primavera do Leste foi presa nesta quarta-feira (22), em Uberlândia (MG), durante uma operação integrada das forças de segurança de Minas Gerais e da Polícia Federal. A suspeita, identificada apenas pelas iniciais M. A. L. R., era considerada foragida da Justiça e teve a prisão preventiva cumprida por determinação da 1ª Vara Criminal da Comarca de Primavera do Leste.
Segundo as investigações da Polícia Civil de Mato Grosso, ela é suspeita de envolvimento no assassinato de uma mulher de 39 anos, ocorrido em agosto de 2020. Conforme a apuração, a vítima foi atraída até um veículo, levada ao local do crime e executada com um tiro na nuca. O corpo foi encontrado posteriormente em uma área de mata, coberto com cal, em uma tentativa de acelerar a decomposição e dificultar a identificação e a produção de provas.
As investigações apontam que a suspeita teria conduzido a vítima até o local do homicídio, participado do transporte e da ocultação do cadáver, limpado o veículo utilizado no crime e, posteriormente, vendido o automóvel.
A Polícia Civil também apurou que, após o assassinato, ela teria enviado mensagens aos familiares da vítima para criar a falsa impressão de que a mulher ainda estava viva, numa tentativa de dificultar as investigações.
Prisão
A prisão foi realizada durante a operação Cerco Fechado, conduzida de forma integrada pelas forças de segurança de Minas Gerais e pela Polícia Federal.
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp/MG), a localização da investigada foi possível após levantamentos do serviço de inteligência. Após a captura, ela foi encaminhada à Polícia Civil para os procedimentos legais.
Segundo a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (Ficco/MG), o homicídio teve grande repercussão estadual e nacional devido à violência empregada e às circunstâncias da ocultação do cadáver.
O caso segue sendo acompanhado pela Polícia Civil de Mato Grosso.





